
Atentai e, derradeiramente, compreendei:
CRISTO é uma consciência – o pinacular estado!
CRISTO não é um homem.
CRISTO é a centelha divina operando num avatar, no vosso corpo (o templo, por excelência) — a luz codificada em cada célula do vosso ser esperando ser ativada (conscientizada e sencientizada), depois de ser compreendida, pela intuição, pela busca imaginativa e pela memória.
O Céu (ou Inferno) nada mais é que Vibração, Frequência e Energia existentes, emanadas e manifestadas por vós — altíssimas no primeiro (baixas, muito baixas, no segundo).
Quando altaneira e radiante, portanto, a frequência desperta na alma individual a imagética de que tudo é Um.
O Céu não deverá ser então um destino, mas o meio frequencial do amor incondicional, da epifania, da sincronicidade e da unidade a sintonizar.
Quando vosso coração se eleva além do julgamento e vossa mente (consciência) assume o controle, vós começais a sintonizar-vos com a vibração Paradisíaca, não acima, mas dentro de vós.
A Consciência Crística é a transmutação, a ressurreição, o renascimento da primal consciência — momento em que o ego se dissolve e a alma passa a assumir seu legítimo trono.
É a fusão do humano e do divino, o casamento sagrado da espiritualidade e da matéria dentro do templo — o vosso corpo.
Nunca “fostes expulsos do Paraíso” — apenas esquecestes-vos da vossa frequência; de consciencializá-la e sintonizá-la.
E essa foi a genuína missão, pregação e mensagem de Cristo…
Aquilo para o qual aqui vos sensibilizo-para...
E que vós só tereis que resgatá-lo.
Vós não ireis para o Céu — vós ascendereis a Ele via vibração por vibração interna…
Vós não encontrareis a Luz como algo exterior — vós realizareis que sois Ela.
E, deste modo, vos tornareis o Céu que tanto buscas e buscastes…
E aí chegados, finalmente, incorporareis o Cristo a quem um dia tanto adorastes e orastes como se de um Ente exterior a vós se tratasse.
Sois, pois, a ponte entre os Reinos — carne portando a Luz; Consciência transformada em Cristo.
O Divino Reino está em vós, não na igreja, não em um livro sagrado, mas em vosso âmago.
Um Salvador externo vindo do Além foi algo, tão só, conceptualizado, arregimentado e teorizado em jeito de religião e teologia – o Salvador está em vós; buscai-o!
Vós não sois o corpo — só o utilizeis.
Olhai para ele por um instante.
Observai-o atentamente.
E então vos perguntai:
“Por que estou dentro disto?”
“Se este é o meu corpo então quem sou eu?”
“Quem é quem pensa os pensamentos em minha mente?”
“Quem é o observador silencioso por trás dos nossos olhos?”
“Quem está consciente da respiração, das emoções, das sensações?”
Em algum momento, portanto, confundis o receptáculo com o eu.
Confundis a interface com o operador.
A tecnologia com a inteligência.
Vosso corpo é um instrumento bela e divinamente projetado — biológico, elétrico, inteligente…
Mas vós não sois o hardware.
Vós sois a consciência que o anima.
Ide para dentro.
Além do ruído.
Além dos rótulos.
Além da identidade que vos foi dada.
Aí chegados, encontrareis o vosso interior — a testemunha, o pensador, o criador.
Um Ser interior não limitado pelo espaço ou pelo tempo.
Através da imaginação podereis estar do outro lado do mundo, a todo o instante.
Podereis revisitar o passado, vislumbrar o futuro e criar realidades inteiras dentro de vós.
A imaginação, neste contexto, não é fantasia — é uma divinal função da consciência.
É telepatia.
É teletransporte…
E ireis vislumbrá-lo, crede, só e unicamente, a partir de vossa natureza inerente e infinda.
Quando começardes a vos conectar com o vosso ser interior, começareis a entender todo o poder que possuís.
Que não estais confinado a esses meros corpos;
Que eles são só um meio experiencial entre outros muito mais pujantes, abrangentes e inolvidáveis.
Sois faíscas da Infinita Inteligência Criativa que vos subjaz, experimentando a realidade através de uma forma palpável e temporária.
Mas a partir do momento em que pareis de vos identificardes apenas com o corpo é o momento em que o verdadeiro despertar começa.
E quando essa percepção se consolida tudo muda.
A vida deixa de parecer algo que acontece convosco e começa a parecer algo que flui através de vós.
Destarte, começais a usar o corpo em vez de serdes governado por ele.
Vós o sentireis, explorareis, escutareis, o honrareis, mas não o confundireis mais com aquilo que é a vossa essência.
E a partir desta consciência miraculosa o medo – qualquer que ele seja – afrouxará seu domínio.
O corpo é a porta de entrada, o receptáculo e o veículo para este mundo.
Mas a consciência é o vosso verdadeiro lar.
Vós sois energia e a energia nunca expira – tão somente muda de forma…
Eco