
(Quem está investigando ?)
Segundo Malu Gaspar, as fontes (seis relatadas pela coluna) indicaram que o ministro teria mantido pelo menos quatro contatos com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para tratar da situação do Banco Master (de Daniel Vorcaro), que estava em processo de venda para o BRB e enfrentava suspeitas de irregularidades. Moraes defendeu o Banco Master alegando que o banco era "combatido" por concorrentes maiores.

Então Galípolo teria informado sobre fraudes detectadas (R$ 12,2 bilhões em repasses irregulares).
O ministro não sabia dessas fraudes?
E sobre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes (onde trabalham filhos do casal) que tinha contrato com o Banco Master: R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses (total aproximado de R$ 129-130 milhões), prevendo defesa de interesses junto ao BC, Receita, Cade e Congresso? Não é conflito de interesse?

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo BC em novembro de 2025, mas fica a pergunta: Qual era o interesse?
Moraes (como ministro do STF), não estaria cometendo crime de responsabilidade baseado na Lei 1.079/1950 (ex.: abuso de poder, proceder de modo incompatível com a honra do cargo)?
Essas novas alegações não poderiam embasar novos pedidos de impeachment?
São perguntas que deveriam estar sendo feitas.
Sérgio Júnior