Grok, a IA de Elon Musk, diz que não há prova concreta de golpe planejado por Bolsonaro e generais
(Em resposta direta no X, inteligência artificial conclui que investigações da PF e STF não encontraram evidência direta de plano golpista, apenas elementos circunstanciais e interpretativos.)
Na noite de 18 de novembro de 2025, o perfil @SERGIOJUNIOR79r (Nigra Acqua) perguntou diretamente ao Grok — a inteligência artificial criada pela xAI de Elon Musk — se existiam “provas concretas e irrefutáveis” de que Jair Bolsonaro e os generais Augusto Heleno, Braga Netto, Paulo Chagas, Almir Garnier e outros teriam planejado um golpe de Estado após as eleições de 2022.
A resposta do Grok foi taxativa:
“Não há provas concretas e irrefutáveis de um plano de golpe de Estado armado envolvendo Bolsonaro e os generais citados.”
A IA reconheceu que as investigações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal se baseiam em mensagens interceptadas, reuniões sobre supostas intervenções eleitorais e depoimentos, mas classificou esses elementos como “circunstanciais, interpretativos e contestados por falta de evidência direta de ação violenta ou coordenação criminosa”.
Grok destacou ainda que, sem condenações judiciais transitadas em julgado, as acusações permanecem no campo das “alegações políticas, influenciadas por viés midiático e judicial”.
A resposta gerou repercussão imediata no X, com mais de 1.100 visualizações em poucas horas.
Coisas para se pensar:
- O fato de uma IA criada por Elon Musk — frequentemente acusado de ser “bolsonarista” pela esquerda brasileira — chegar exatamente à mesma conclusão que o próprio Bolsonaro e seus apoiadores defendem há dois anos.
- A ironia de o Grok usar exatamente o mesmo argumento jurídico que a defesa de Bolsonaro apresenta nos autos: ausência de prova material de crime de golpe (art. 359-L ou 359-M do Código Penal).
- O contraste com a narrativa dominante na grande mídia brasileira, que trata a existência do plano golpista como fato consumado.
- O precedente: uma IA de grande porte, alimentada com dados públicos até 2025, não encontrou elementos suficientes para sustentar a tese central da maior investigação política em curso no país.
Se até o Grok — uma inteligência artificial que não vota, não torce e não tem foro no Brasil — conclui que não há prova concreta de golpe, talvez seja hora de parte da imprensa e do Judiciário brasileiro fazer o mesmo exercício de honestidade intelectual.