Sábado, 17 de Janeiro de 2026
20°C 31°C
São Paulo, SP
Publicidade

Ex funcionário revela bastidores do submundo do entretenimento

Wanessa Camargo, Billboard, Anita e até o jornalista Glenn Greenwald são citados

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
15/11/2025 às 09h11 Atualizada em 15/11/2025 às 09h38
Ex funcionário revela bastidores do submundo do entretenimento

Profissional rompe silêncio e expõe clima de medo nos bastidores do entretenimento brasileiro


 

Por Sérgio Júnior — Coluna No Ponto do Fato |15 de novembro de 2025, 10:00

 

Os bastidores da indústria do entretenimento brasileiro ganharam um novo capítulo — desta vez, carregado de tensão, medo e pedidos de socorro. Em uma longa publicação no X @juniorwaldorf, o profissional Helton Junior Dutra, com anos de atuação no mercado musical, tornou públicas acusações graves envolvendo o empresário Marcus Buaiz, sócio da Billboard Brasil e da agência Mynd8.

As denúncias, descritas em primeira pessoa, escancaram um cenário que Dutra interpreta como abusivo, intimidador e marcado por relações de poder que, segundo ele, ultrapassam os limites profissionais. Nenhuma das acusações foi comprovada até o momento, e os citados ainda não se manifestaram publicamente.

“Minha única arma é a escrita”

No texto divulgado, Dutra afirma ter dedicado mais de uma década ao setor fonográfico e diz que, mesmo assim, enfrentou um ambiente que descreve como hostil. Ele relata pressão psicológica, manipulação e situações que, segundo seu entendimento, configurariam exploração.

Após deixar a equipe de Buaiz, ele diz ter percebido atitudes que classificou como tentativas indiretas de controle, intimidação e retaliação — desde o uso de ideias sem crédito até contatos que, segundo ele, pareciam não ser autênticos.

Investigações pessoais e portas fechadas

Sentindo-se ameaçado, Dutra afirma ter tentado acionar colegas de imprensa e profissionais influentes do setor. Alega ter procurado jornalistas, executivos de gravadoras e até instituições internacionais, sem sucesso.

Sem respaldo institucional, diz ter iniciado por conta própria uma investigação sobre episódios que considera suspeitos — envolvendo pessoas de diferentes níveis da indústria, celebridades e até nomes da mídia. Muitos desses relatos incluem interpretações e percepções pessoais de Dutra, sem documentação pública que os comprove.

Um mercado que silencia?

Um dos pontos centrais da denúncia é a alegação de que existiria, segundo o denunciante, uma espécie de “cumplicidade invisível” no setor, que protegeria pessoas com influência e isolaria profissionais considerados “incômodos”.

Dutra afirma que tentou relatar casos de forma privada antes de recorrer às redes sociais, mas diz ter sido ignorado. Por esse motivo, escolheu tornar público o que acredita ser um risco para si e para outros profissionais.

Questões ainda sem resposta

Entre os vários episódios mencionados no texto, estão referências a situações envolvendo artistas conhecidos, veículos de imprensa, equipes de produção e até um ex-funcionário que morreu anos atrás. Dutra afirma desconfiar das circunstâncias, mas não apresenta provas, e não há investigação oficial aberta sobre o caso.

Todos esses pontos exigem responsabilidade ao serem mencionados: não há confirmações externas, registros oficiais ou posicionamentos formais dos envolvidos.

Silêncio de quem é citado

Até o fechamento desta coluna, Marcus Buaiz, assim como as empresas mencionadas, não se pronunciou publicamente sobre as denúncias. Também não há, até o momento, indícios oficiais de que as autoridades tenham aberto investigação com base no que foi relatado.

O que está em jogo

A publicação de Helton Junior Dutra reacende o debate sobre relações de poder, proteção institucional e transparência dentro da indústria do entretenimento — um mercado bilionário, competitivo e, nas palavras de muitos profissionais, “difícil de atravessar sem alianças fortes”.

Ao colocar sua própria segurança como motivo principal para tornar público o relato, Dutra pressiona a cadeia de mídia, artistas e executivos a olhar para o tema.

Seu pedido final, publicado no X, @juniorwaldorf é direto: que as pessoas não se calem, e que ele não seja deixado sozinho. Abaixo, o texto completo publicado por ele.

" Esclarecimento sobre as minhas denúncias contra o sócio da @billboard, Marcus Buaiz.

Eu queria que este feed no meu perfil no X fosse apenas sobre o meu sucesso e o meu trabalho, mas, infelizmente, trabalhando em meio a gangues de todos os tipos na indústria do entretenimento brasileiro, isso se torna praticamente impossível neste momento.

Estou há uma semana buscando ajuda dos meus colegas de trabalho e da imprensa brasileira para denunciar os mais diversos crimes na indústria do entretenimento, especialmente a fonográfica, à qual dediquei mais de 10 anos da minha vida trabalhando ativamente e mais de 20 anos estudando a fundo para ser um profissional digno e respeitado. 

No entanto, há uma cumplicidade invisível neste setor para destruir e até apagar os elos mais fracos. Uso este texto para pedir ajuda pública. 

O empresário Marcus Buaiz, para quem trabalhei como assessor pessoal e produtor executivo durante muito tempo, faz um cerco industrial contra jovens profissionais, artistas e celebridades que ele não quer que tenham um lugar na indústria, justamente por medo de que elas falem tudo o que sabem sobre ele.

Como comecei a dizer na semana passada por meio de “fofocas”, para que as denúncias criminais fossem mais fáceis de digerir para o público brasileiro e para que eu pudesse marcar todos os envolvidos direta ou indiretamente no esquema dele, este homem não apenas usa a empresa @billboardBr – empresa americana com licença no Brasil, da qual se beneficia financeiramente e, por isso, possui responsabilidades sobre o que acontece aqui –, mas também a própria agência da qual é sócio, a @mynd_8, para fazer as próprias sujeiras.

Comecei a ter suspeitas sobre esse homem depois que parei de trabalhar para ele. 

Claro, durante o trabalho, já era notável a manipulação, a grosseria, o jeito como tratava funcionários como escravos, em situação análoga à escravidão – da qual eu presenciei e muitas vezes vivi, vendo os próprios funcionários terem que implorar por ajuda para comprar o pão da manhã no trabalho –, o jeito como a própria esposa dele relatava todos os abusos que sofria, dos quais eu não podia de forma alguma denunciar sem a autorização dela, entre outros.

Mas depois que saí do trabalho para focar na minha própria carreira, foi quando ele se mostrou quem realmente era. 

Primeiro, nas últimas semanas de trabalho, ele me pressionou tanto por telefone que tive que começar a coletar provas, como o áudio que divulguei no @SpotifyBrasil sob o pseudônimo de TMZ BRAZIL pela minha própria segurança, para que eu não aparecesse morto por aí. 

Áudio este em que ele usa o Candomblé para ameaçar a minha vida, apesar de dizer que optou pela clemência. É claro, ele é um homem inteligente e não ameaça a vida das pessoas diretamente.

Naquele período, houve vários indícios de que ele estava tramando algo contra mim ou, ao menos, me ameaçando – coisas das quais posso escrever posteriormente –, que incluem possíveis golpes de WhatsApp usando fotos da minha família, até dizer de forma “informal” para mim que no Brasil é muito fácil comprar porteiros de prédio, etc.

Mas, após sair do trabalho, ele, que disse que me ajudaria, começou a tramar reuniões para mim no mercado apenas para me enrolar. Começou a usar ideias que eu escrevi para colaborar com ele, mostrando-me que as colocou em prática sem me dar nenhum crédito ou espaço por pura provocação, intimidação e claro abuso de poder. 

Passou-me telefones de celebridades como o telefone da @Anitta para que eu entrasse em contato e propusesse PR, mas telefones que hoje acredito serem fantasmas.

Quando percebi que algo estava errado e que ele estava usando a própria equipe da esposa, a cantora @WanessaCamargo, para colocá-la contra mim, e usando a mesma equipe para tramar ciladas para ela no entretenimento – para fazê-la passar por louca e tirar a guarda dos filhos dela –, comecei a investigá-lo.

Ao iniciar a investigação, pedi ajuda inclusive ao jornalista @ggreenwald, que se recusou a me ouvir e me bloqueou. Assim, comecei a investigar por mim mesmo.

Investiguei todos os crimes dele dentro do meu setor: a forma como se aproximava dos CEOs das gravadoras majors, como @umusicbrasil, para tramar contra a esposa ou desviar dinheiro – como fez na @sonymusicbrasil e na @Virgin. 

Investiguei o crime dele em relação ao @bbb, do qual cansei de tentar procurar o @boninho e toda a imprensa brasileira para esclarecer, mas ninguém me recebeu.

Investiguei os vazamentos e pagamentos ilegais dele para o @euleodias, expondo intimidade da ex-esposa, como a notícia do aborto da mesma, e plantando matérias com flagras na Europa que ele mesmo produziu para seduzir @isisvalverde.

Investiguei quando ele me disse que um paparazzi tentou extorquir a modelo sul-africana e cidadã americana @angelcandice, e percebi que ele mesmo poderia ter plantado esse paparazzi ou inventado tal mentira - já que ele próprio não denunciou tal crime no próprio estado do qual ele se diz tão influente. 

Denunciei à @CIA o caso da modelo para a própria segurança dela, e não às autoridades brasileiras, pois, nas ameaças veladas dele, mencionou ter amigo investigador na @policiafederal – da qual temi que pudesse colaborar com ele contra mim, devido ao poder de influência midiática e financeira dele –, mesmo sabendo que os quatro milhões que ele disse ter em patrimônio não condizem com a realidade dele, que sempre usa mulheres famosas (basta jogar o nome dele no Google Imagens e ver o perfil e a linguagem simbólica do que aquilo significa) para lucrar por meio de influência, publicidade e contratos.

Após perceber que estavam usando até o telefone da assessora da cantora Wanessa Camargo para entrar em contato comigo se passando pela assessora, uma amiga minha, e que até as mensagens que ele me encaminhava não eram escritas por ele – e tendo feito uma reunião de trabalho com membros da imprensa que me reportaram a morte de um ex-funcionário da Wanessa por “suicídio” –, não tive outra escolha a não ser deletar publicamente, devido à não colaboração da imprensa e até mesmo da CIA.

Esse funcionário que apareceu morto sempre me deixou com uma pulga atrás da orelha. 

Ele foi tirado do trabalho, na época como financeiro da artista, pois disseram que havia roubado a fortuna dela. Na época, achei estranho que Buaiz não o denunciou, não fez boletim de ocorrência, nem nada, deixando-o livre – da mesma forma que deixou livre o paparazzi que tentou extorquir a modelo da @VictoriasSecret. 

Estranho, não é? Como crimes tão graves dos quais ele está envolvido diretamente ele não denuncia? Como ele deixa criminosos, que tentam roubar a esposa ou affair dele, soltos?

Esse homem investiga e cerca não apenas a vida da própria ex-esposa, mas de todos aqueles que ele sente serem uma ameaça aos planos de corrupção dele no setor do entretenimento.

Mas ele cruzou a pessoa errada. 

Como profissional da indústria, reitero que pessoas como ele, e as que colaboram com ele, não mais trabalharão na indústria do entretenimento, pela segurança de jovens profissionais, artistas e celebridades que podem ser seduzidas pelo falso poder ou falsa influência dele.

Ele possui tentáculos em todos os lugares, direta ou indiretamente, e, com toda a imprensa sem me dar voz, sem eu ter nenhum recurso para pagar um forte time de advogados e profissionais para me dar assistência, minha única arma é a minha escrita.

Infelizmente, até a Billboard Americana – à qual expliquei o contexto do que estava acontecendo na licenciada brasileira – se ausentou da responsabilidade ou de me ajudar; eu, alguém que passou dez anos segurando denúncias de que eles também se beneficiaram de meu trabalho exploratório no Brasil, denúncias essas que segurei e superei por amar e investir minha mente criativa no futuro da empresa.

Agora, não posso mais segurar ninguém, pois ninguém esteve aqui por mim quando mais precisei. 

Todos os meus direitos constitucionais, inclusive os que a imprensa deveria proteger, foram violados.

Peço ajuda pública, pois a minha vida, a da minha família e a do meu namorado está completamente em risco. Lembre-se, Marcus Buaiz me disse que no Brasil é muito fácil comprar porteiros de prédio.

Para mais detalhes sobre algumas questões específicas deste caso, fixei algumas respostas minhas sobre o caso aqui nos meus destaques no X.

Por favor, não se silenciem e não me deixem aqui para morrer.

Atenciosamente, Helton Junior Dutra"

Esta coluna permanece aberta para atualizar qualquer resposta oficial dos citados nesta matéria.


Sérgio Júnior 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

https://www.amazon.com/stores/Sergio-Junior/author/B0927LMMFY?ref=ap_rdr&store_ref=ap_rdr&isDramIntegrated=true&shoppingPortalEnabled=true

Envie uma mensagem para Sergio Junior no WhatsApp. https://wa.me/message/QYDPF3DM3CTXA1
Ver notícias
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,37 -0,01%
Euro
R$ 6,23 -0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 542,443,16 -0,09%
Ibovespa
164,799,98 pts -0.46%
Publicidade
Publicidade
Publicidade