
Quando eu era apenas uma criança, com o coração puro e os olhos arregalados diante da Bíblia, senti um ódio infantil queimar no peito ao ler sobre Ló. Como ele pôde abandonar seu tio Abraão, o homem que o acolheu, para se jogar na podridão de Sodoma? Minha raiva cresceu ainda mais quando soube que Abraão, com sua bondade sem igual, precisou resgatá-lo da guerra, quando Ló se tornou prisioneiro (Gênesis 14:14-16). Que ingratidão! Mas esse ódio infantil logo se transformou em nojo e revolta ao ler sobre a noite em que os anjos visitaram a casa de Ló. Os homens de Sodoma, movidos por uma maldade desumana, cercaram a casa com intenções vis: queriam profaná-los, estuprá-los, numa demonstração de desprezo absoluto pela dignidade divina (Gênesis 19:4-5). Ló, desesperado, ofereceu até suas filhas virgens para protegê-los, mas nem isso aplacou a fúria daqueles homens. Como pode um povo chegar a tamanha depravação? Meu coração de criança se partiu, ao ver aqueles anjos, enviados de Deus, tratados como objetos de ódio e violência.

Anos depois, já crescido, senti algo ainda mais profundo: uma tristeza que cortou minha alma. Não era ódio, mas uma dor que me fez chorar copiosamente ao ler sobre o "dia da visitação" em Lucas 19:44. Jesus, o Filho de Deus, caminhou pelas ruas de Jerusalém, trazendo amor, verdade e salvação, mas a cidade não reconheceu o "tempo da sua visitação", a oportunidade divina que poderia tê-los redimido. Em vez disso, escolheram a crueldade. Durante o julgamento perante Pôncio Pilatos e Herodes, Jesus foi humilhado, zombado, espancado e tratado como o pior dos criminosos (Mateus 27:27-31; Lucas 23:11). Cuspiram em seu rosto, coroaram-no com espinhos, riram de sua dor. E o pior: movidos por um ódio cego, a multidão gritou: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!"(Mateus 27:25).

Eles amaldiçoaram a si mesmos, rejeitando o Messias que veio para salvá-los. Meu coração se despedaçou ao imaginar Jesus, com lágrimas nos olhos, vendo o povo que Ele amava virar-lhe as costas. Como pode um povo rejeitar tanto amor, tanta bondade?
O juízo veio rápido e implacável. Gênesis 19:24-25 descreve como Deus fez chover fogo e enxofre sobre Sodoma, aniquilando-a por sua imoralidade, sua falta de hospitalidade e seu desprezo pelos anjos. Apenas Ló e suas filhas escaparam, enquanto a cidade inteira virou cinzas, um lembrete eterno do custo da maldade desenfreada. A terra queimada de Sodoma grita até hoje: rejeitar o divino traz destruição.
Jesus, com o coração partido, profetizou a ruína de Jerusalém (Lucas 19:41-44), chorando por uma cidade que não viu a luz que lhe foi oferecida. Em 70 d.C., o general romano Tito cercou a cidade, destruiu o Templo e trouxe morte, escravidão e desolação. Milhares pereceram, famílias foram dilaceradas, e o povo judeu foi disperso. A rejeição de Jesus como Messias, a escolha pelo ódio e pela violência, marcou Jerusalém com um sofrimento que ecoa na história. Na teologia cristã, esse foi o preço de virar as costas para o Salvador, de desumanizá-Lo, de cuspir no rosto do verbo encarnado.
E agora, estou assustado olhando para o Brasil. Nosso país caminha perigosamente por um abismo semelhante ao de Sodoma e Jerusalém. Há anos, assistimos a uma campanha cruel, desumana e implacável contra Jair Bolsonaro e sua família. Não é apenas política suja, não é apenas discordância ideológica – é uma desumanização que fere a alma de qualquer um que ainda tenha um pingo de justiça no coração.
Bolsonaro, um homem que tem seus defeitos, sempre demonstrou paixão pelo país. Um homem que enfrentou elites poderosas, defendeu valores cristãos e familiares, e é tratado como um monstro por uma máquina de mentiras e ódio. Acusam-no sem provas, inventam crimes que nunca existiram, arrastam seu nome na lama para satisfazer egos e interesses escusos. Chamam sua esposa, Michelle, uma mulher de fé e coragem, de "prostituta". Atacam sua filha adolescente com insultos vis, ferindo a dignidade de uma jovem que nada fez além de ser filha de um homem que ousou desafiar o sistema. Como pode um povo que se diz cristão descer a esse nível de crueldade?

As injustiças contra Bolsonaro são documentadas e gritantes. Em 2018, ele sofreu um atentado quase fatal, esfaqueado em público, enquanto a mídia e opositores minimizavam o ataque. Desde então, enfrentou perseguições judiciais intermináveis, como inquéritos sem base legal, conduzidos por um sistema que parece mais interessado em vingança do que em buscar justiça. Em 2022, após uma eleição contestada por milhões, sua voz foi silenciada, seus direitos políticos foram atacados, e ele foi tratado como um inimigo do Estado, mesmo sem qualquer condenação por crime. Seus apoiadores, pessoas simples, trabalhadores, famílias, foram chamados de "golpistas" por exercerem seu direito de protestar. E enquanto isso, o Brasil afunda em corrupções, crises econômicas e violência, como se o ódio contra um homem pudesse acabar os problemas e sanasse o sofrimento de uma nação inteira.

Vocês já pararam para pensar no peso disso? Cada mentira espalhada, cada xingamento, cada ataque à família de Bolsonaro é um eco da multidão em Jerusalém gritando "Crucifiquem-no!". É a mesma desumanização que marcou Sodoma e Jerusalém. E saibam: o Brasil pagará um preço altíssimo por essa crueldade. Assim como Sodoma virou cinzas e Jerusalém caiu em ruínas, nosso país caminha para um futuro sombrio se continuar a tolerar essa cruzada de ódio contra um homem inocente. Não é só sobre Bolsonaro – é sobre o que nos tornamos como povo. Que tipo de nação permite que uma família seja destruída por mentiras e acusações imaginárias? Que tipo de cristãos aplaudem a humilhação de um homem que nunca foi condenado por crime algum?
Eu reitero: olhem para dentro de seus corações. Sintam a dor de uma esposa que vê seu marido massacrado. Imaginem a angústia de uma filha adolescente, alvo de insultos que nenhuma criança deveria ouvir. Pensem no homem que, mesmo sob ataques, tentou lutar com todas as forças pelo Brasil que acreditava ser possível. E chorem. Chorem por termos permitido que o ódio tomasse conta de uma nação tão solidária. Arrependam-se enquanto há tempo, porque a história nos ensina: quem rejeita a justiça, quem desumaniza o outro, quem vira as costas para a verdade espiritual, sempre paga um preço. Que o Brasil não precise de cinzas ou ruínas para aprender essa lição.
Sergio Junior