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O INCRÍVEL HISTÓRICO DE POSSÍVEIS SAÍDAS ILEGAIS DE URÂNIO DO BRASIL

Coisas do verão passado

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
23/06/2025 às 17h25 Atualizada em 23/06/2025 às 17h35
O INCRÍVEL HISTÓRICO DE POSSÍVEIS SAÍDAS ILEGAIS DE URÂNIO DO BRASIL

O INCRÍVEL HISTÓRICO DE POSSÍVEIS SAÍDAS ILEGAIS DE URÂNIO DO BRASIL 

Coisas do verão passado!

A revista IstoÉ publicou uma matéria em 17 de maio de 2006, intitulada "O contrabando do urânio brasileiro", denunciando o contrabando de urânio e tório no Amapá, com base em uma investigação da Polícia Federal. A reportagem apontou que uma quadrilha extraía e enviava ilegalmente material radioativo, com possível destino à Coreia do Norte, segundo áudios e rastreamentos citados pela PF.

A matéria de 2006 detalhou uma operação sigilosa da PF que investigava a extração ilegal de minerais radioativos. Não há registros de confirmação oficial pelo governo da época sobre os destinos mencionados ou desdobramentos significativos da denúncia. 

https://revista.istoe.com.br/o-contrabando-do-uranio-brasileiro/

Caso o link não esteja acessível ou tenha sido arquivado, você pode encontrar referências ao conteúdo da matéria em outros sites que reproduziram trechos, como:

https://uc.socioambiental.org/o-contrabando-do-uranio-brasileiro/

Contexto: A matéria, escrita por Rodrigo Rangel, detalha uma investigação da Polícia Federal sobre uma quadrilha que extraía e contrabandeava urânio e tório no Amapá, com possíveis destinos como Coreia do Norte, Rússia e outros países. 

A denúncia se baseia em apreensões de material radioativo em 2004, escutas telefônicas e relatórios sigilosos da PF. 

Além da matéria da IstoÉ de 17 de maio de 2006 sobre o contrabando de urânio e tório no Amapá, outras denúncias ou incidentes relacionados ao contrabando ou tráfico de materiais radioativos no Brasil foram registrados, embora nem todos sejam diretamente ligados a urânio. Abaixo estão os casos mais relevantes com seus contextos:

Apreensão de material radioativo em 2004 no Amapá (Operação Ouro Negro)

Descrição: A Polícia Federal apreendeu 18 sacas de torianita, um minério com alto teor de urânio e tório, no interior do Amapá. Exames da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmaram a presença de compostos radioativos. A partir disso, a PF passou a monitorar três grupos organizados com base em Macapá suspeitos de contrabando. 

Contexto: Essa apreensão deu origem à Operação Ouro Negro, que investigou a extração ilegal de minerais radioativos. A matéria da IstoÉ de 2006 detalhou que o material poderia estar sendo enviado para destinos como a Coreia do Norte, com base em áudios e rastreamentos logísticos. Não há registros de desdobramentos judiciais significativos ou confirmações oficiais sobre os destinos.

 

Ataque a comboio de transporte de urânio em 2019 (Angra dos Reis, RJ): 

Descrição: Em 19 de março de 2019, um comboio transportando urânio para as usinas nucleares de Angra 1 e 2 foi atacado por homens armados na rodovia próximo à cidade de Frade, a 30 km de Angra dos Reis. A polícia que escoltava o comboio respondeu ao ataque, mas não houve prisões, feridos ou roubo do material. 

Contexto: A Eletronuclear, responsável pelas usinas, informou que o urânio transportado era de baixo enriquecimento, não perigoso, e que o ataque não atrasou a entrega. A polícia sugeriu que o incidente pode ter sido um assalto comum, não necessariamente voltado ao urânio, já que os atacantes fugiram após troca de tiros. Não há evidências de que o ataque visasse o contrabando do material.

 

Acidente de Goiânia (1987) e possível relação com mercado ilegal:  

Descrição: Em 13 de setembro de 1987, uma cápsula contendo césio-137 foi roubada de um hospital abandonado em Goiânia, Goiás, causando um dos piores acidentes radiológicos do mundo. O material foi vendido a um ferro-velho, resultando em quatro mortes e contaminação de 249 pessoas.  

Contexto: Embora o incidente não tenha sido classificado como contrabando internacional, a facilidade com que o material radioativo foi roubado e comercializado localmente levantou preocupações sobre a segurança de fontes radioativas no Brasil. O caso expôs vulnerabilidades que poderiam ser exploradas por traficantes de materiais nucleares. A cápsula foi recuperada pelas autoridades, mas o evento gerou críticas à fiscalização de materiais radioativos.

 

Denúncias não confirmadas sobre urânio na década de 1970 e 1980:  

Descrição: Há relatos históricos de que, no final dos anos 1970, o Brasil teria exportado urânio para o Iraque em troca de petróleo a preços reduzidos. Cerca de 20 toneladas de urânio teriam sido enviadas antes que a exportação fosse interrompida devido à intensificação da Guerra Irã-Iraque. Além disso, há menções de que o Brasil teria comprado urânio altamente enriquecido da China na década de 1980.  

Contexto: Essas alegações aparecem em relatos orais e algumas fontes secundárias, mas não há documentos oficiais que as confirmem. O programa nuclear brasileiro da época, conduzido sob regime militar, era sigiloso e incluía tentativas de acessar o mercado internacional de materiais nucleares, o que alimentou especulações sobre tráficos. 

Não há evidências concretas de contrabando, e o Brasil nega ter possuído material de grau armamentista.

https://parquesnobrasil.org.br/en/noticia/41419

 

Sérgio Júnior 

 

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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