
As obras de saneamento em Belém (PA), anunciadas como parte dos preparativos para a COP30, estão muito atrasadas. Apenas 3% da população local — cerca de 40 mil pessoas — foi beneficiada, contra a meta de 500 mil. O governo do Pará culpa entraves burocráticos, mas a lentidão das obras expõe a falta de planejamento e prioridade, um problema crônico no Brasil.
A ausência de saneamento básico é uma tragédia silenciosa. Milhões de brasileiros vivem sem esgoto tratado, enfrentando doenças e condições desumanas. Em Belém, a COP30 deveria ser uma chance de transformar a cidade, mas o ritmo das obras sugere que o evento será mais uma vitrine para promessas do que para resultados concretos. O contribuinte, que financia esses projetos, tem o direito de cobrar eficiência e transparência.
No Brasil as obras avançam a passos de tartaruga enquanto o governo gasta fortunas em eventos internacionais. O dinheiro público deve ser usado com responsabilidade, entregando o básico que o povo merece.