
No último domingo, 25 de maio, foi celebrado o Dia Nacional da Adoção, mas o tema segue em destaque hoje, 28 de maio de 2025, com dados que expõem a realidade do sistema de adoção no Brasil.
Cerca de 3.800 crianças e adolescentes aguardam uma família, enquanto 46 mil pretendentes estão cadastrados no sistema nacional. O problema? A maioria dos interessados busca meninas brancas com menos de dois anos, enquanto as crianças disponíveis são, em sua maioria, pardas ou pretas e acima de cinco anos. Esse descompasso, aliado à burocracia estatal, trava o processo e condena milhares de jovens a crescerem sem uma família.
Para o cidadão comum, é difícil entender por que um sistema com tantos pretendentes não consegue atender às crianças disponíveis. A resposta está na lentidão da justiça e nas exigências desnecessárias que prolongam os processos por anos. A direita, que defende a eficiência e a valorização da família como base da sociedade, critica a ineficiência do Estado nesse cenário. Políticas públicas que agilizem as adoções, com menos interferência ideológica e mais foco na proteção das crianças, são urgentes. Além disso, campanhas para conscientizar sobre a adoção de crianças mais velhas ou de minorias raciais poderiam reduzir o desequilíbrio.
O contribuinte, que financia o sistema de assistência social, merece um processo de adoção que funcione. Cada criança sem família é um lembrete de que o Estado precisa priorizar soluções práticas, em vez de se perder em burocracias ou debates ideológicos. A adoção é um ato de amor, mas também uma responsabilidade que o governo deve facilitar, não dificultar.