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CACHAÇA BRASILEIRA GANHA O MUNDO, MAS PRECONCEITO E FALTA DE APOIO ATRAPALHAM

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Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
05/06/2025 às 14h30
CACHAÇA BRASILEIRA GANHA O MUNDO, MAS PRECONCEITO E FALTA DE APOIO ATRAPALHAM

A cachaça, símbolo cultural do Brasil, vive um momento de ascensão, com aumento na qualidade e nas exportações, mas continua enfrentando preconceitos que limitam seu potencial como potência econômica e embaixadora da identidade nacional. A produção de cachaça no país está em alta, com produtores investindo em técnicas modernas e certificações para elevar o padrão do destilado. No entanto, a imagem de bebida “inferior”, associada a produtos de baixa qualidade do passado, ainda persiste, dificultando sua aceitação em mercados exigentes.

A cachaça é produzida em diversas regiões do Brasil, com destaque para Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro, onde alambiques tradicionais e indústrias modernas coexistem. Nos últimos anos, o setor registrou avanços significativos: dados da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABRABE) apontam que as exportações de cachaça cresceram 13% entre 2023 e 2024, alcançando mercados como Estados Unidos, Alemanha e França. Marcas PREMIUM, envelhecidas em barris de madeiras nobres, como carvalho e umburana, conquistam prêmios internacionais, rivalizando com uísques e tequilas. Em 2024, o Brasil produziu cerca de 800 milhões de litros de cachaça, segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), com um faturamento anual estimado em R$ 15 bilhões, sustentando milhares de empregos diretos e indiretos.

Apesar do crescimento, o setor enfrenta barreiras. O preconceito contra a cachaça, associada a bebidas baratas e de baixa qualidade, persiste tanto no Brasil quanto no exterior. Essa percepção, herdada de décadas de produção artesanal sem regulamentação, é reforçada pela falta de campanhas institucionais que promovam a cachaça como um produto sofisticado. Enquanto o México investe pesado na valorização da tequila e a Escócia enaltece o uísque, o Brasil negligencia sua bebida nacional. O Brasil Paralelo, em postagens recentes no X, critica a ausência de incentivos fiscais e programas de marketing do governo Lula, que prioriza agendas progressistas em vez de fortalecer setores estratégicos como o agronegócio. A alta carga tributária, com impostos como IPI e PIS/COFINS pesando sobre os produtores, eleva os custos e reduz a competitividade frente a bebidas importadas.

As implicações dessa negligência são graves. A cachaça, derivada da cana-de-açúcar, é um pilar do agronegócio, envolvendo desde pequenos agricultores até indústrias de beneficiamento. Sem apoio, o setor corre o risco de estagnar, perdendo espaço para concorrentes internacionais. A falta de valorização também afeta o turismo e a cultura, já que alambiques históricos poderiam atrair visitantes, como ocorre com vinícolas na Europa.

O governo deveria reduzir impostos, criar selos de qualidade e financiar campanhas globais para reposicionar a cachaça como um destilado premium, capaz de gerar empregos e divisas. A mídia mainstream, frequentemente alinhada as narrativas de esquerda, ignora o potencial do setor, preferindo focar em pautas que desviam a atenção de questões econômicas concretas.

A cachaça é um patrimônio cultural e econômico, exigindo políticas públicas que a promovam. O sucesso de marcas como Ypióca e Leblon no exterior prova que o destilado pode competir em alto nível, mas é necessário um esforço conjunto para superar o preconceito e a inércia estatal. Sem ação, o Brasil continuará desperdiçando uma oportunidade de ouro para fortalecer o agro e projetar sua cultura no mundo, enquanto os produtores lutam sozinhos contra um sistema que os ignora.

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