
Um estudo da Universidade de Harvard, publicado na revista Nature em maio de 2025, revelou que consumir até cinco xícaras de café por dia pode aumentar a longevidade e reduzir o risco de doenças como diabetes e problemas cardíacos. A pesquisa, que analisou 200 mil pessoas ao longo de 20 anos, destaca os antioxidantes do café como aliados contra inflamações. No Brasil, maior produtor mundial de café, a notícia foi celebrada, mas especialistas alertam para os riscos do excesso. “O café é um patrimônio nacional, mas pode causar ansiedade ou insônia em pessoas sensíveis à cafeína”, disse a nutricionista Ana Paula Ferreira, em entrevista à Revista Oeste.
O estudo mostrou que três a cinco xícaras diárias reduzem em até 15% o risco de morte prematura, graças a compostos como os polifenóis. No entanto, a Sociedade Brasileira de Nutrição recomenda moderação, especialmente para quem tem pressão alta. A descoberta pode impulsionar o mercado cafeeiro, que responde por 8% das exportações agrícolas do país, segundo a Conab. Contudo, a falta de campanhas educativas sobre consumo responsável preocupa. “O brasileiro ama café, mas precisa saber dos limites”, afirmou Ferreira. Enquanto o setor celebra, a população deve pesar os benefícios e riscos para não transformar um hábito cultural em problema de saúde.