
Os produtores rurais do Rio Grande do Sul, duramente atingidos pela estiagem de 2024, receberam uma notícia positiva: o governo federal anunciou a possibilidade de renegociar crédito rural, com novos financiamentos disponíveis a partir de janeiro de 2026, segundo a Agência Brasil. A medida, que beneficia pequenos agricultores, pecuaristas e agroindústrias, visa recuperar a capacidade produtiva de um estado que responde por 12% da safra nacional de grãos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, a demora na liberação dos recursos, que só chegarão daqui a sete meses, preocupa o setor, que clama por apoio imediato.
A estiagem, que reduziu a safra gaúcha de soja em 18% (de 22,2 milhões para 18,2 milhões de toneladas) e de milho em 15% em 2024, segundo a Emater-RS, deixou muitos produtores endividados. O programa de renegociação, coordenado pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevê prorrogação de dívidas com juros reduzidos a 4% ao ano para pequenos produtores e até R$ 1,5 bilhão em novos créditos para agroindústrias e cooperativas, conforme o Ministério da Agricultura. A Agência Brasil estima que 45 mil produtores serão beneficiados, mas a execução depende de aprovação orçamentária, já que o governo congelou R$ 31,3 bilhões do Orçamento de 2025.
As inovações no agronegócio são um trunfo para o Brasil, mas esbarram na falta de políticas públicas eficazes. O aumento do IOF e a burocracia sufocam os produtores, especialmente os pequenos, que não têm acesso às tecnologias mais modernas. O governo Lula, que celebra o PIB puxado pelo agro, falha em oferecer crédito acessível e infraestrutura. Sem incentivos e desburocratização, o Brasil arrisca perder sua liderança agrícola para concorrentes mais apoiados.