
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em 30 de maio de 2025, o programa “Agora Tem Especialistas”, uma iniciativa do governo federal para reduzir as filas de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, anunciada em cerimônia oficial, prevê parcerias com estados, municípios e até clínicas privadas para ampliar o acesso a médicos como cardiologistas, ortopedistas e neurologistas. Em algumas regiões, pacientes aguardam anos por esses atendimentos, o que torna a promessa atraente para milhões de brasileiros dependentes do SUS.
No entanto, o anúncio gerou mais desconfiança do que entusiasmo. O SUS sofre com problemas crônicos, como falta de médicos, equipamentos defasados e hospitais lotados. Críticos, como analistas da Revista Oeste, questionam como o governo financiará o programa, especialmente após a medida provisória que congelou verbas do Ministério da Saúde. “Promessas assim são fáceis de fazer, mas sem dinheiro e gestão séria, o povo continua na fila”, alertou um comentarista. Há também o receio de que parcerias com o setor privado favoreçam apenas grandes cidades, deixando o interior desassistido. Para o brasileiro comum, a esperança de um SUS mais eficiente depende de ações concretas, não apenas de discursos.