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QUEDA NOS PREÇOS DO MILHO: SINAL DE ALERTA PARA PRODUTORES

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Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
30/05/2025 às 16h00
QUEDA NOS PREÇOS DO MILHO: SINAL DE ALERTA PARA PRODUTORES

Os preços do milho caíram entre 14 e 18 centavos por quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), citado pelo Oeste Notícias em 29 de maio de 2025. A baixa, possivelmente ligada à sazonalidade e ao aumento da oferta, preocupa os produtores, que enfrentam custos altos e incertezas climáticas.

O milho é a segunda maior cultura do Brasil, com 28 milhões de hectares plantados em 2024, produzindo 130 milhões de toneladas, segundo o Ministério da Agricultura. O cereal é essencial para a alimentação (como farinha e derivados) e para a pecuária, representando 70% dos custos de ração, conforme a Embrapa. A queda de preço, com a saca de 60 kg cotada a R$ 50 em maio de 2025 (contra R$ 60 em 2024), reflete o aumento da safra e a competição com exportadores como os EUA, segundo o Cepea. No entanto, os custos de produção subiram 10% em 2024, puxados por fertilizantes e diesel, conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O governo Lula destinou R$ 341 bilhões ao Plano Safra 2024/2025, mas apenas 20% foram liberados até maio, segundo postagens no X. Produtores relatam dificuldades para acessar crédito, enquanto estiagens no Centro-Oeste e enchentes no Sul, que danificaram 5% da safra, aumentam os riscos. Países como a Argentina, com subsídios diretos ao milho, conseguem estabilizar preços, algo que o Brasil ainda não faz.

A queda nos preços do milho é um golpe para os produtores, que enfrentam margens apertadas e um governo que parece desconectado do campo. A sazonalidade explica parte do problema, mas a falta de políticas de armazenamento e crédito acessível agrava a situação. O governo Lula, que gasta bilhões em programas sociais, negligencia o agro, que sustenta 27% do PIB (CNA). O povo brasileiro, que enfrenta inflação de 4,5% (IBGE, 2024), sente o impacto indireto, com preços de carne e derivados do milho ameaçados. A solução está em estoques reguladores, crédito rural ágil e redução de impostos sobre insumos.

A instabilidade nos preços do milho ameaça a renda dos produtores e a segurança alimentar do Brasil, que como líder agrícola global, não pode deixar seus produtores à mercê de oscilações.

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