
O uso de cigarros eletrônicos, ou vapes, está explodindo no Brasil, com a prevalência entre mulheres quase dobrando em apenas um ano, segundo relatório Vigitel, da Secretaria de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde). Apesar da proibição de comercialização, importação e propaganda desses dispositivos pela Anvisa desde 2009, um em cada cinco jovens de 18 a 24 anos já experimentou o produto, conforme o mesmo relatório. Descartáveis os não, e com uma imensa variedade de sabores, os vapes, segundo especialistas representam riscos graves, como doenças pulmonares, cardiovasculares e até câncer, enquanto o governo Lula falha em conter o mercado ilegal. Para o povo brasileiro, que já enfrenta um SUS sobrecarregado, a inação é uma traição à saúde pública, permitindo que interesses comerciais prevaleçam sobre a vida.
Os cigarros eletrônicos, ou dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), são proibidos no Brasil pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 46/2009 da Anvisa, que veta sua venda, importação e propaganda. Em julho de 2022, a agência reforçou a proibição, mas o consumo continua crescendo, alimentado por vendas ilegais na internet, camelôs, festas e boates. A Anvisa informou à Agência Brasil em 6 de julho de 2023 que a importação de vapes, acessórios e refis é ilegal, com sanções que vão de advertências a multas, conforme as leis nº 6437/77 e nº 9294/96. A fiscalização, porém, é fraca: cabe às vigilâncias sanitárias locais, com apoio insuficiente da Anvisa, que não regula o uso individual.
Dados do Vigitel (2024) mostram que 20% dos jovens de 18 a 24 anos usam vapes, enquanto a pesquisa Covitel (Vital Strategies e UFPel) aponta que 19,7% dos adultos jovens experimentaram o produto em 2023. O modismo, comum em países como EUA e Reino Unido, onde a venda é legal, é impulsionado por sabores atraentes e marketing voltado para jovens. Nos EUA, as vendas de vapes subiram 46,6% entre 2020 e 2022, atingindo 22,7 milhões de unidades por mês, segundo o CDC, com 41,3% dos consumidores preferindo sabores frutados. No Reino Unido, escolas instalam sensores de calor para evitar alarmes disparados por vapes, com 25% dos alunos de 11 a 18 anos usando os dispositivos, conforme o Daily Mail.
Os riscos são alarmantes. O cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, da Fundação do Câncer, afirmou à Agência Brasil que os vapes contêm substâncias tóxicas que causam doenças pulmonares, cardiovasculares e câncer, além de poluírem o meio ambiente com lixo não biodegradável. Explosões de dispositivos, que causam queimaduras graves, também foram relatadas. Contrariando a indústria, que promove vapes como alternativa ao cigarro tradicional, Maltoni destaca que não há evidências de que ajudem a parar de fumar; pelo contrário, atraem jovens para a nicotina, com 2,5 milhões de estudantes americanos usando vapes em 2022 (National Youth Tobacco Survey).
A proibição da Anvisa não impede o acesso aos vapes, que chegam por contrabando ou compras online. A fiscalização é ineficaz: com apenas 2.000 fiscais sanitários para 5.570 municípios (Conselho Nacional de Saúde), o mercado ilegal prospera. Em 2023, a Polícia Federal apreendeu 50 mil unidades de vapes, mas o volume é uma fração do comércio, estimado em R$ 2 bilhões anuais (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). A ONG Direta, que defende a regulamentação, cita a Suécia, onde a venda legal de vapes reduziu o tabagismo, mas ignora os riscos à juventude. Postagens no X criticam a inação do governo Lula, que destina apenas 0,5% do orçamento à vigilância sanitária (Ministério da Saúde), enquanto o SUS gasta R$ 15 bilhões por ano com doenças ligadas ao tabaco (INCA).
O avanço dos cigarros eletrônicos é uma crise de saúde pública que o governo Lula ignora, priorizando agendas populistas em vez de proteger o povo. A proibição da Anvisa é inútil sem fiscalização, permitindo que jovens sejam seduzidos por vapes vendidos como “inofensivos”. A indústria do tabaco, que lucra bilhões, explora a negligência estatal, enquanto o SUS, já colapsado, enfrenta o ônus de tratar doenças evitáveis. O povo brasileiro, que paga impostos altos (36% do PIB, IBPT), merece um governo que combata o mercado ilegal com mais fiscais e penas duras, não que permita a exploração da juventude. A Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, que o Brasil assinou, exige ação, mas a inércia prevalece. Regular os vapes, como sugere a ONG Direta, pode ser uma armadilha, legitimando um produto perigoso. A solução está em educação, fiscalização e apoio a métodos comprovados para parar de fumar, como adesivos de nicotina.
O aumento do uso de vapes ameaça à saúde de milhões, especialmente jovens, que podem se tornar dependentes de nicotina e enfrentar doenças graves. Se o governo não agir, o Brasil enfrentará uma crise sanitária, com custos bilionários para o SUS. O povo exige proteção contra a ganância da indústria e a negligência estatal. A saúde da nação depende de um governo que coloque a vida acima de interesses comerciais.