
Os preços de cereais, como milho e trigo, caíram entre 14 e 18 centavos por quilo, segundo o Cepea (USP). A redução, possivelmente sazonal, pode aliviar o consumidor, mas é um golpe para o agricultor, que já enfrenta custos altos e incertezas climáticas. Para o trabalhador rural, que sustenta o Brasil com seu suor, a notícia reforça a necessidade de um governo que proteja o campo, não apenas a cidade.
A queda reflete a maior oferta após a safra recorde de 2024, que colheu 315 milhões de toneladas de grãos, segundo a Conab. Mas o produtor sente o impacto: o custo de produção do milho subiu 12% em 2024, devido a fertilizantes e diesel mais caros, conforme a Agência Brasil. Um post no X do perfil @AgroReal, em 29 de maio, desabafou: “O agricultor planta, colhe e perde, enquanto o governo só sabe taxar”. Para o pequeno produtor, que depende dos cereais para pagar as contas, margens menores significam menos investimento na próxima safra.
O governo federal prometeu R$ 400 milhões em crédito rural para 2025, mas a burocracia dificulta o acesso, segundo a Revista Oeste. Para o brasileiro conservador, que vê o agro como pilar da economia, é frustrante ver o produtor sacrificado para beneficiar o consumidor urbano. O Brasil precisa de políticas que equilibrem os interesses, com preços justos e apoio ao campo, como seguro agrícola acessível. O agricultor não pode ser o elo fraco da cadeia. O país depende de quem planta, e é hora de o governo reconhecer isso com ações, não palavras.