
Pela primeira vez em quase duas décadas, o Brasil registra um aumento no número de fumantes, passando de 9,3% para 11,6% nas capitais, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Esse retrocesso, apontado em 29 de maio de 2025, é um sinal preocupante de que as políticas públicas de combate ao tabagismo estão perdendo força. O estudo do Inca revela ainda que, para cada real de lucro da indústria tabagista, o governo gasta R$ 5 em tratamentos de doenças relacionadas ao cigarro, como câncer e problemas cardíacos.
Esse aumento ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta desafios econômicos e sociais, com a população sob maior estresse, o que pode explicar o retorno ao vício. Especialistas alertam que a falta de campanhas educativas robustas e o avanço de produtos como cigarros eletrônicos, muitas vezes glamorizados, contribuem para o problema. Para o cidadão comum, isso significa mais pressão sobre o já sobrecarregado SUS e um risco crescente à saúde coletiva. É hora de o governo retomar medidas firmes contra o tabaco, antes que esse retrocesso custe ainda mais caro ao país.