
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em alta, alcançando 173,8 mil toneladas até a quarta semana de maio de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados em 26 de maio, conforme reportado pelo Notícias Agrícolas. Apesar de menor que as 211,9 mil toneladas exportadas em maio de 2024 (21 dias úteis), a média diária de embarques atingiu 10,8 mil toneladas, um crescimento de 7,6% em relação as 10 mil toneladas diárias do ano anterior. O preço médio por tonelada subiu 15%, de US$ 4.503,20 em maio de 2024 para US$ 5.177,70 em 2025, gerando uma receita de US$ 899,9 milhões, com média diária de faturamento de US$ 56,24 milhões, alta de 23,7% frente aos US$ 45,45 milhões de 2024.
O desempenho é impulsionado pela demanda da China, principal destino, com embarques 8% acima de 2024, e dos Estados Unidos, onde as exportações dispararam 130% no acumulado de janeiro a abril, segundo o Itaú BBA. Em abril, o Brasil bateu recorde com 242 mil toneladas in natura exportadas, alta de 16% ante 2024, mesmo com cinco dias úteis a menos. O preço médio de embarque subiu 3% em relação a março, alcançando US$ 5 mil por tonelada. “O ritmo forte das exportações sustenta os preços da arroba, apesar da oferta robusta de gado terminado”, afirmou o Itaú BBA, prevendo continuidade nos próximos meses.
No entanto, o período de safra pressiona os preços do boi gordo, que devem permanecer estáveis, segundo a consultoria. A Revista Oeste destaca que a alta nos custos de produção, agravada por impostos como o IOF e a dependência de fertilizantes importados, ameaça a competitividade do setor. “O agronegócio carrega o Brasil, mas o governo Lula parece mais interessado em taxar do que em apoiar”, criticou um colunista. A Brasil Paralelo reforça que a burocracia e a insegurança jurídica são entraves à pecuária, que precisa de liberdade para crescer.
A força das exportações, com os EUA quintuplicando compras no primeiro quadrimestre (135,8 mil toneladas), consolida o Brasil como líder global, mas o mercado interno sofre com preços altos, reduzindo o consumo per capita a 24,2 kg em 2022, o menor em 18 anos, segundo o Itaú BBA. Conservadores cobram políticas que desonerem o setor e incentivem o mercado doméstico. “O agro é a espinha dorsal do Brasil, mas precisa de um governo que não o sufoque”, disse um líder ruralista à Gazeta do Povo