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GRIPE AVIÁRIA: PARANÁ E RS TOMAM MEDIDAS DRÁSTICAS PARA PROTEGER AVICULTURA

DEZ MILHÕES DE OVOS DESTRUÍDOS E PROPRIEDADES DESMOBILIZADAS EXPÕEM DESAFIOS DO SETOR.

Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
25/05/2025 às 11h10
GRIPE AVIÁRIA: PARANÁ E RS TOMAM MEDIDAS DRÁSTICAS PARA PROTEGER AVICULTURA

O setor avícola do Sul do Brasil enfrenta um momento crítico com a ameaça da influenza aviária (gripe aviária). No Paraná, o governo estadual destruiu 10 milhões de ovos de incubação como medida preventiva para conter a propagação da doença, que pode devastar a avicultura e gerar prejuízos bilionários. No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Agricultura concluiu a desmobilização de propriedades rurais afetadas, com vistorias rigorosas para garantir a biossegurança. As ações, embora necessárias, geram impactos econômicos significativos para os produtores, que agora cobram apoio urgente dos governos estadual e federal. 

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, com 4,8 milhões de toneladas exportadas em 2024, movimentando US$ 9,7 bilhões. A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, representa uma ameaça direta a esse mercado, já que países importadores, como China e União Europeia, impõem barreiras sanitárias rigorosas. O Paraná, segundo maior produtor de frango do país, e o Rio Grande do Sul, líder em exportações, estão em alerta máximo para evitar surtos que comprometam o status sanitário brasileiro, livre da doença em criações comerciais. 

A destruição de ovos no Paraná foi ordenada após a detecção de casos em aves silvestres, um sinal de risco iminente. No Rio Grande do Sul, a desmobilização envolveu a suspensão temporária de atividades em granjas e a implementação de protocolos de limpeza e monitoramento. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que os prejuízos diretos no Paraná já ultrapassam R$ 50 milhões, enquanto no RS os custos ainda estão sendo avaliados. Produtores relatam dificuldades financeiras e cobram linhas de crédito emergenciais e subsídios para mitigar as perdas. 

Conservadores criticam a lentidão do governo federal em liberar recursos para o setor, apontando que a burocracia e a falta de planejamento estratégico colocam em risco a economia rural. A Brasil Paralelo destacou, em recente análise, que o agronegócio é constantemente alvo de narrativas que ignoram sua importância, enquanto medidas como essas, embora duras, mostram o compromisso dos produtores com a segurança alimentar global. Parlamentares do PL no Paraná e no RS prometem pressionar por apoio financeiro e por políticas que fortaleçam a avicultura contra futuras crises. 

A situação reforça a necessidade de um plano nacional robusto para proteger o agronegócio, sem ceder a pressões de grupos que demonizam o setor. A luta contra a gripe aviária é também uma defesa da soberania econômica do Brasil. 

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