
O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou novas diretrizes que ampliam as indicações para cirurgias bariátricas, permitindo que pacientes com índice de massa corporal (IMC) a partir de 30, com comorbidades, sejam elegíveis.
A decisão é um avanço para os 41,2 milhões de brasileiros obesos, segundo o IBGE, mas esbarra na ineficiência do SUS, que realiza apenas 12 mil cirurgias bariátricas por ano, contra uma demanda de 100 mil, conforme a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. As filas de espera chegam a cinco anos em estados como Rio de Janeiro e Bahia.
Enquanto o governo federal celebra a medida, a falta de investimento em hospitais e equipes especializadas impede que a população se beneficie. Críticos apontam que recursos do SUS são desviados para programas de cunho ideológico, enquanto pacientes sofrem com doenças associadas à obesidade. São necessárias ações concretas para tornar o acesso à saúde uma realidade, não uma promessa.