
O governo brasileiro destruiu 20 milhões de ovos férteis para conter a gripe aviária no Rio Grande do Sul, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida, adotada após surtos detectados em granjas do estado, visa proteger a avicultura, mas impõe perdas estimadas em R$ 50 milhões ao setor, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Barreiras sanitárias foram reduzidas na região, mas a vigilância permanece alta, com 12 focos confirmados em 2025. O Rio Grande do Sul, que responde por 30% da produção avícola nacional, enfrenta o risco de novas restrições de exportação, já que países como China e Japão suspenderam importações de aves brasileiras em 2024.
A falta de um plano nacional robusto contra a doença preocupa produtores, que veem o governo mais focado em narrativas ambientalistas do que em proteger a economia rural. É necessária transparência sobre os impactos e compensações aos avicultores, que arcam sozinhos com o peso de decisões centralizadas.