
A superlotação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) escancara a crise no sistema de saúde pública brasileiro. Na UPA Moacyr Scliar, em Porto Alegre, a ocupação chegou a 376% da capacidade, com 25% dos pacientes vindos de fora da capital, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. Em Esteio e Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, a situação é igualmente alarmante, com taxas acima de 200%. O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado por vírus sazonais, tem sobrecarregado o sistema, que sofre com falta de leitos, equipamentos e profissionais. Em 2024, o Brasil registrou mais de 150 mil casos de SRAG, segundo o Ministério da Saúde, e a tendência para 2025 é de agravamento sem medidas concretas. A gestão federal, sob Lula, é criticada por priorizar agendas ideológicas enquanto o SUS agoniza. A população, refém de filas intermináveis, clama por investimentos reais, não por promessas de campanha. A falta de transparência sobre a aplicação de recursos do Ministério da Saúde só aumenta a desconfiança de que a saúde pública é tratada como moeda política.