
O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise sanitária com o aumento alarmante de casos de H1N1. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, em boletim publicado no dia 20, foram confirmados 43 casos da doença até o momento, contra apenas dois em todo 2024. A explosão de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pressiona o sistema de saúde, com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moacyr Scliar, em Porto Alegre, operando a 376% de sua capacidade, conforme dados do portal oficial da Secretaria. Em Esteio e Sapucaia do Sul, a ocupação hospitalar ultrapassa 200%, evidenciando a fragilidade da infraestrutura pública.
A falta de leitos de UTI e de campanhas preventivas robustas pelo Ministério da Saúde, que não anunciou medidas emergenciais até 22/05/2025, agrava a situação. Especialistas alertam que a demora em ampliar a capacidade hospitalar pode levar ao colapso. A população gaúcha, já castigada por crises recentes, sofre as consequências de anos de subinvestimento em saúde.
O governo precisa agir com urgência, investindo em leitos e prevenção, em vez de priorizar discursos políticos. A saúde dos brasileiros não pode esperar por promessas que nunca saem do papel.