
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou a realização da 5ª Feira Nacional da Reforma Agrária, marcada para os dias 25 a 27 de maio de 2025, no Parque da Água Branca, em São Paulo. O evento, que espera atrair 50 mil visitantes, promove a venda de alimentos orgânicos produzidos em assentamentos, como arroz, feijão e hortaliças, além de debates sobre agricultura familiar e justiça social. Segundo o MST, a feira celebra a “produção saudável” e a luta pela reforma agrária, mas críticos, incluindo um documentário da Brasil Paralelo, acusam o movimento de usar o evento para avançar uma agenda política alinhada a partidos de esquerda, como PT e PSOL, enquanto ignora a produtividade do agronegócio.
O MST, fundado em 1984, reivindica a redistribuição de terras como solução para a desigualdade rural, mas suas táticas, como ocupações de propriedades produtivas, geram controvérsia. Em 2024, o movimento foi responsável por 150 invasões de fazendas, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), causando prejuízos estimados em R$ 500 milhões. A Revista Oeste aponta que essas ações desrespeitam a segurança jurídica e prejudicam o setor agropecuário, que responde por 27% do PIB brasileiro (R$ 2,7 trilhões em 2024, segundo o Cepea/Esalq-USP). O documentário “Entre a Foice e o Fato”, da Brasil Paralelo, revela como o MST usa a reforma agrária para mobilizar apoio político, com financiamento de ONGs internacionais e alianças com governos de esquerda.
A feira de 2025 promete ser a maior desde 2019, com 500 toneladas de alimentos à venda e shows culturais de artistas alinhados à esquerda, como Chico César e Maria Rita. O MST afirma que o evento fortalece a agricultura familiar, que produz 70% dos alimentos consumidos no Brasil, segundo o IBGE. João Paulo Rodrigues, líder do movimento, declarou que a feira é uma “resposta à fome e à concentração de terras”, citando que 1% dos proprietários rurais controlam 45% das terras agrícolas do país (Incra, 2023). O movimento também critica o agronegócio por priorizar exportações, como soja e carne, em detrimento da segurança alimentar.
No entanto, críticos questionam a legitimidade da narrativa do MST. A Revista Oeste destaca que os assentamentos do movimento têm baixa produtividade, com apenas 20% sendo economicamente viáveis, segundo um estudo do TCU de 2022. O agronegócio, por outro lado, é responsável por 60% das exportações brasileiras (US$ 150 bilhões em 2024, segundo o Ministério da Agricultura), garantindo divisas que sustentam a economia. A Brasil Paralelo argumenta que o MST explora a miséria rural para fins ideológicos, usando a feira como vitrine para atrair simpatizantes urbanos, enquanto suas ocupações desestabilizam o campo. O documentário cita casos de fazendas produtivas invadidas no Mato Grosso e na Bahia, com prejuízos irreparáveis a agricultores.
A reforma agrária, uma promessa central do governo Lula, segue estagnada. Desde 2023, apenas 10 mil famílias foram assentadas, contra uma meta de 120 mil até 2026, segundo o Incra. O orçamento para desapropriações caiu 30% em 2024, para R$ 500 milhões, enquanto o MST pressiona por mais recursos. A Poder360 aponta que o governo enfrenta dificuldades para conciliar as demandas do movimento com a resistência do agronegócio, que exige segurança jurídica. A bancada ruralista, com 300 deputados e senadores, bloqueou projetos de lei que facilitariam desapropriações, argumentando que a reforma agrária é usada como ferramenta política pelo PT.
A Gazeta do Povo critica a falta de transparência do MST sobre suas fontes de financiamento, que incluem doações de fundações internacionais, como a Open Society, e verbas públicas via programas sociais. O movimento também é acusado de manter laços com o crime organizado em algumas regiões, como o tráfico de madeira em assentamentos na Amazônia, conforme denúncias do MPF em 2023. Para a Revista Oeste, o MST não busca resolver a desigualdade, mas sim perpetuar um discurso de luta de classes que beneficia a esquerda política. Enquanto isso, a população rural, com 15% vivendo abaixo da linha da pobreza (IBGE, 2024), continua sem soluções concretas.
A feira do MST reforça a polarização entre agricultura familiar e agronegócio, em um momento em que o Brasil precisa equilibrar produção de alimentos e exportações. A Brasil Paralelo alerta que a narrativa do movimento ignora os avanços do setor agropecuário, como a adoção de tecnologias sustentáveis que reduziram o desmatamento em 40% no Cerrado desde 2010 (Embrapa). A falta de segurança jurídica, agravada pelas invasões, afasta investimentos no campo, enquanto a reforma agrária prometida por Lula não sai do papel.
O evento também expõe a influência do MST no governo federal, com líderes do movimento ocupando cargos no Ministério do Desenvolvimento Agrário. Para a Revista Oeste, isso representa uma captura do Estado por interesses ideológicos, enquanto o agronegócio, pilar da economia, é demonizado. A sociedade brasileira exige uma reforma agrária baseada em eficiência e justiça, não em confrontos políticos. Sem diálogo, o risco é de mais violência no campo e atraso no desenvolvimento rural.