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INTERFERÊNCIA EXTERNA E PRESSÃO JUDICIAL

AS ELEIÇÕES DE 2022 SOB ESCRUTÍNIO

Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
20/05/2025 às 19h06
INTERFERÊNCIA EXTERNA E PRESSÃO JUDICIAL
Imagem de 'O Cafezinho“

As eleições de 2022 deveriam refletir a vontade do povo brasileiro, mas foram marcadas por pressões dos Estados Unidos e ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que atingiram duramente apoiadores de Jair Bolsonaro. Um ministro do Supremo pediu ajuda aos americanos para influenciar o Brasil, propagandas desapareceram, políticos foram presos, e decisões judiciais limitaram a direita. Esses fatos, confirmados por documentos e declarações oficiais, mostram uma operação que comprometeu a soberania e a justiça no processo eleitoral. Explicamos, de forma clara, o que aconteceu e por que isso importa para cada cidadão brasileiro.

Os EUA no Controle do Jogo

Em 2022, Luís Roberto Barroso, então chefe do TSE, responsável por garantir eleições justas, fez algo surpreendente: pediu ajuda aos Estados Unidos para moldar o cenário político brasileiro. Ele se reuniu três vezes com Douglas Koneff, representante americano no Brasil, e pediu que os EUA declarassem publicamente que as urnas eletrônicas eram confiáveis. Barroso temia que Bolsonaro, então presidente, pudesse questionar o resultado da eleição, e que alguns militares o apoiassem. Como o Brasil depende dos EUA para comprar armas, como aviões de caça, e treinar seus oficiais, Barroso acreditava que uma posição firme dos americanos faria os militares recuarem, mantendo o processo eleitoral sob controle. Ele admitiu isso em 2025, durante um evento em Nova York, sem mostrar arrependimento.

O plano funcionou. Em julho de 2022, após Bolsonaro criticar as urnas numa reunião com embaixadores, os EUA divulgaram uma nota oficial dizendo que o sistema eleitoral brasileiro era “um exemplo para o mundo”. A mensagem era clara: qualquer tentativa de contestar a eleição seria rejeitada por Washington. Entre 2021 e 2022, líderes americanos, como o chefe da CIA, William Burns, e o ministro da Defesa, Lloyd Austin, visitaram o Brasil, sempre reforçando que confiavam no TSE. Em outubro, 31 políticos dos EUA pediram que o presidente Joe Biden aceitasse rapidamente o resultado da eleição, como se Bolsonaro fosse uma ameaça real.

Além disso, organizações financiadas por milionários americanos, como a Open Society, gastaram cerca de 470 mil dólares para incentivar jovens a votar, usando ‘celebridades’ como Anitta e Felipe Neto para atrair apoio em regiões onde Lula era mais popular.

Outra organização, ligada aos EUA, ajudou a identificar e bloquear páginas de apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais, alegando que espalhavam mentiras (Twitter Files Brasil, 2024). Essas ações mostram que os EUA, com aval de Barroso, tentaram direcionar o rumo da eleição.

O TSE Mirando a Direita

Enquanto os EUA pressionavam, o TSE, liderado por Barroso e depois por Alexandre de Moraes, tomou medidas que atingiram quase exclusivamente a direita. O tribunal dizia que era para combater “notícias falsas”, mas as punições caíram pesado sobre quem apoiava Bolsonaro. Por exemplo, 154 propagandas de rádio da campanha de Bolsonaro, que deveriam ser transmitidas no Nordeste, nunca foram ao ar. A equipe de Bolsonaro disse que isso tirou votos importantes, mas o TSE negou qualquer irregularidade.

O TSE também puniu políticos de direita com rigor. Jair Bolsonaro foi proibido de disputar eleições até 2030 por ter criticado as urnas numa reunião com embaixadores. Daniel Silveira, ex-deputado, foi preso em 2021 por falar contra o Supremo. Mesmo após receber um perdão de Bolsonaro, ele ficou na cadeia, com base numa regra chamada “flagrante perpétuo”, que não existe nas leis brasileiras. Fernando Francischini, deputado do Paraná, perdeu o mandato em 2021 por postar um vídeo questionando as urnas eletrônicas. Silvinei Vasques, chefe da Polícia Rodoviária Federal, foi preso em 2023, acusado de fazer blitze no Nordeste para atrapalhar eleitores. O caso foi arquivado por falta de provas, mas o dano já estava feito.

Nas redes sociais, o TSE pressionou empresas como Telegram e WhatsApp a bloquear contas de apoiadores de Bolsonaro, dificultando que compartilhassem mensagens. Em 2018, o Facebook removeu páginas de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), e em 2020, apagou contas de deputados ligados a Bolsonaro.

Organizações financiadas por grupos estrangeiros, como uma da Universidade Federal do Rio de Janeiro, receberam 8,3 milhões de reais para criar relatórios que justificaram essas ações do TSE e do Supremo, conforme matéria do Metrópoles, de 10/02/2024.

O Supremo Contra o Governo

O Supremo Tribunal Federal (STF), onde Barroso e Moraes atuam, também dificultou o trabalho de Bolsonaro enquanto ele era presidente. O STF anulou leis que ele criou, como uma que facilitava a compra de armas, e impediu nomeações, como a de um novo chefe para a Polícia Federal. O tribunal abriu investigações contra deputados que apoiavam Bolsonaro, apenas por postagens na internet. Barroso, em 2023, declarou que “derrotamos o bolsonarismo”, uma frase que revela um juiz agindo como adversário político, não como alguém imparcial.

Quando Eduardo Bolsonaro viajou aos EUA em 2025 para denunciar essas ações, deputados do PT pediram sua prisão, acusando-o de atacar o país. A denúncia foi arquivada, mas mostra como a direita enfrenta tratamento diferente.

Em contrapartida, quando grupos de esquerda foram aos EUA pedir ajuda contra Bolsonaro, foram tratados como defensores da democracia.

Por Que Isso Preocupa?

Os fatos mostram que as eleições de 2022 foram influenciadas por pressões externas e decisões judiciais que atingiram apenas um lado. Barroso pediu aos EUA que interferissem no Brasil, e o TSE, junto com o STF, puniu a direita com prisões, cassações e censura, sem provas de que havia um plano real contra a eleição. Isso levanta uma questão grave: se o Judiciário e potências estrangeiras escolhem quem pode falar ou concorrer, o que resta da liberdade do povo brasileiro?

 

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