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Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Por: Luiz Philippe de Orleans e Bragança
17/04/2025 às 20h22
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Imagem gerada por IA

A vitória de Daniel Noboa no Equador é mais um sinal de que a esquerda e sua utopia antinatural estão enterradas, fechando um ciclo que iniciou com o Manifesto Comunista em 1848, foi materializado na revolução Russa de 1917, e dominou o Ocidente no século 20. No século 21, conservadores como Trump, Bolsonaro, Milei e outros coroam a queda do globalismo.

 Para entender a dimensão histórica, o Marxismo deu origem ao movimento progressista iniciado no final do século 19, com o objetivo de substituir a civilização cristã por outra ordem social e política.  Os impactos dessa ideologia em todas as sociedades nos últimos 140 anos deixaram um legado nefasto para os governantes conservadores.  Os progressistas criaram políticas públicas, instituições, valores e firmaram acordos internacionais, alavancas de poder contrárias às sociedades locais e às soberanias nacionais. 

 Apesar de pautas nacional-socialistas e globalistas perderem apoio no século 21, a popularidade também perdeu relevância. Fóruns internacionais e uma agenda poderosa hoje são responsáveis por implementar uma burocracia profunda em cada país, em detrimento dos representantes eleitos.

 Na visão de historiadores e cientistas políticos, o termo “Ocidente” tem relação com valores, e nem sempre estes se refletem na América Latina. O Ocidente evoluiu da civilização clássica, definida em bases éticas, culturais e legais; e em sua transição para a Idade Média passou pelo processo de cristianização, que introduziu o conceito de igualdade diante de Deus. Como segundo maior país cristão do mundo, o Brasil desponta como liderança internacional, já que a maioria dos países hoje passa por um processo intenso de descristianização. Entretanto, outros aspectos, como tecnologia, liberdade econômica, democracia, produção científica, indústria, comércio, separação de poderes, direitos individuais e estabilidade jurídica são características marcantes da civilização ocidental; e nesses aspectos o Brasil é muito falho.

 Novos eleitos, como Noboa e Bukele, representam o futuro para seus países ou são meros ocupantes da presidência?  Milei e Trump estão alterando políticas públicas drasticamente e querem também acabar com o deep state e reavaliar acordos internacionais. No Brasil o dilema é o mesmo.  Para se alinhar ao que restou do Ocidente, os próximos líderes da nossa direita têm de aprofundar reformas e rever todos os acordos assinados durante os anos de trevas do socialismo. 

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança está em seu segundo mandato como deputado federal (PL/SP), com mais de 500 propostas apresentadas com foco em reformas no sistema político, tributário e judiciário, defesa nacional, patrimônio histórico e relações exteriores. É presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado.
Graduado em Administração de Empresas pela FAAP/SP e mestre em Ciências Políticas pela Stanford University. Trabalhou no banco JP Morgan, em Londres; e depois no Lázard Freres, em Nova Iorque. Retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina.
Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil e é autor de livros sobre política, constituição e História do Brasil.
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