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O SALTO - POSSÍVEL - DE 50 ANOS EM 1

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Por: Luiz Philippe de Orleans e Bragança
16/02/2026 às 09h23 Atualizada em 16/02/2026 às 09h27
O SALTO - POSSÍVEL - DE 50 ANOS EM 1
Imagem gerada por IA

A verdade é uma só: o Brasil está sentado sobre uma mina de ouro de investimentos, mas prefere manter a porta trancada. Se conseguirmos equilibrar as contas e estabelecer uma política monetária estável, o volume de investimento direto pode quadruplicar em meses. Mas o cenário é ainda mais fascinante: com reformas estruturais que impeçam o retorno aos erros do passado, poderíamos atingir a marca astronômica de até 1 trilhão de dólares em um único ano.

Para colocar em perspectiva, hoje atraímos entre 50 e 80 bilhões anuais. Falo de um salto para 200 bilhões apenas com o básico: equilíbrio fiscal e estabilidade. Se somarmos um programa robusto de privatizações e concessões em infraestrutura e mineração, ultrapassaríamos qualquer marca histórica.

Por que essa previsão é possível? Porque a liquidez global é recorde. Nunca houve tanto "dinheiro em caixa" pronto para ser investido em ativos reais. O mundo busca oportunidades e o Brasil é um mercado vasto, mas hoje fechado por inseguranças física, fiscal, jurídica e política. Nossa bolsa de valores é pateticamente pequena, uma "pochete" que tende a se tornar insignificante sob o atual governo. Os desincentivos regulatórios fazem empresas buscarem capital fora do país.

Tudo isso pode mudar rápido. É preciso mexer no Estado Social, um tabu que garante perda eleitoral, mas que é necessário. Uma reestruturação completa dos serviços públicos, inibindo gastos desenfreados e corrupção, tornaria o Brasil um país de primeiro mundo em tempo recorde. Imagine o impacto de investir 5 trilhões de reais em um ano: a logística explodiria, criando polos de tecnologia e uma ascensão sem precedentes da classe média.

Essa transformação não é ficção. Hoje, os custos de infraestrutura caíram drasticamente em relação ao volume disponível para investimento. A China provou ser possível erguer obras gigantescas em semanas. Temos a "tempestade perfeita": alta liquidez internacional, baixo custo de execução e um mercado interno carente de modernização.

Com visão de mercado, o Brasil poderia saltar para a 3ª maior economia do mundo em quatro anos. No entanto, o governo atual prefere tirar renda da classe média para que o Estado invista em seu lugar — um erro criminoso. O resultado é inflação, juros a 15% e a debandada de empresários.

Nosso maior inimigo é a cegueira ideológica. O medo de pular de um barco que afunda para outro que ainda não se vê é natural, mas a mediocridade é pior. O potencial é brutal. Eu enxergo isso. E você?

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança está em seu segundo mandato como deputado federal (PL/SP), com mais de 500 propostas apresentadas com foco em reformas no sistema político, tributário e judiciário, defesa nacional, patrimônio histórico e relações exteriores. É presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado.
Graduado em Administração de Empresas pela FAAP/SP e mestre em Ciências Políticas pela Stanford University. Trabalhou no banco JP Morgan, em Londres; e depois no Lázard Freres, em Nova Iorque. Retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina.
Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil e é autor de livros sobre política, constituição e História do Brasil.
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