A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou nesta terça-feira (25) que os preços dos alimentos devem começar a cair nos próximos 60 dias, trazendo alívio ao orçamento das famílias brasileiras. A declaração foi feita durante o programa "Bom Dia, Ministra", exibido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e reflete a confiança do governo em medidas econômicas recentes e na força do agronegócio para 2025. Além disso, Tebet assegurou que os programas sociais Bolsa Família e Pé-de-Meia têm recursos garantidos no Orçamento da União deste ano.
Alívio nos preços dos alimentos
Tebet atribuiu a previsão de queda nos preços a uma combinação de políticas públicas e condições favoráveis no campo. Segundo ela, o governo federal tem adotado "medidas certas, na medida certa" para evitar oscilações drásticas no futuro. Uma das ações destacadas é a desburocratização no comércio de produtos agrícolas, como ovos, liderada pelo Ministério da Agriculture, Pecuária e Abastecimento. A ministra explicou que a flexibilização de regras – permitindo que selos locais sejam aceitos em vez de um selo nacional – facilita a circulação de produtos entre estados, aumentando a oferta e reduzindo custos. "Isso já está em curso e vai refletir nos supermercados em até dois meses", afirmou.
A ministra também apontou a força da safra de 2025 como um fator determinante. "O agronegócio brasileiro está muito forte este ano, com uma supersafra que vai sustentar o PIB, gerar empregos e baratear os alimentos", disse Tebet. Ela relacionou a alta recente de preços, especialmente de itens como ovos e café, a mudanças climáticas e quebras de safra no Brasil e em outros países produtores. No entanto, destacou que a produção agrícola robusta prevista para os próximos meses deve reverter essa tendência. "Seria perigoso segurar os preços artificialmente agora e causar uma explosão depois. Estamos optando por soluções sustentáveis", completou, conforme publicado pela Agência Brasil [1].
Tebet sugeriu ainda que os estados podem colaborar reduzindo temporariamente o ICMS sobre a cesta básica. "Nem todos têm isenção desse imposto, mas um esforço de curto prazo, como o que fazemos com os gastos públicos, ajudaria muito", declarou, propondo um ajuste fiscal conjunto para aliviar os consumidores.
Verbas asseguradas para Bolsa Família e Pé-de-Meia
No mesmo programa, a ministra garantiu que os recursos para o Bolsa Família e o Pé-de-Meia estão assegurados no Orçamento de 2025, aprovado pelo Congresso Nacional em 20 de março. O texto prevê um orçamento total de R$ 5,8 trilhões, com um teto de despesas de R$ 2,2 trilhões e um superávit de R$ 15 bilhões, segundo a Agência Gov [2]. "Não vai faltar um centavo para o Bolsa Família", afirmou Tebet, destacando que o programa é uma prioridade absoluta do governo Lula. Ela explicou que os ajustes fiscais, como cortes de supérfluos e combate a fraudes, permitem direcionar verbas para onde são mais necessárias.
Já o Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio, enfrentou desafios iniciais. Tebet admitiu que nem todo o montante previsto foi incluído no orçamento devido a questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU). "Nós resolvemos não colocar tudo agora, mas vamos compensar com projetos de remanejamento ao longo do ano", assegurou. Como professora por formação, ela reforçou seu compromisso pessoal: "Não deixaria faltar recursos para um programa como esse, que mantém os jovens na escola". A ministra celebrou o diálogo com o Congresso que viabilizou o orçamento e disse que possíveis vetos do presidente Lula não afetarão essas prioridades.
Contexto econômico e expectativas
Tebet também contextualizou o cenário econômico, lembrando que a inflação atual, entre 5% e 5,5%, é alta, mas inferior aos dois dígitos de quatro anos atrás. "Temos que mirar o centro da meta de 3%, e estamos trabalhando para isso", afirmou, reconhecendo que a inflação é "o imposto mais perverso para os mais pobres" [2]. A expectativa de crescimento acima das projeções, impulsionada pelo agronegócio, foi outro ponto positivo destacado por ela.
As declarações da ministra chegam em um momento de atenção ao custo de vida no Brasil, com a alta de alimentos básicos pressionando o orçamento das famílias. A promessa de queda nos preços e a garantia de continuidade dos programas sociais buscam transmitir otimismo e confiança na gestão econômica do governo.