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SER CENTRÃO OU NÃO SER OPOSIÇÃO

EIS A QUESTÃO

Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Por: Luiz Philippe de Orleans e Bragança
04/01/2025 às 11h27
SER CENTRÃO OU NÃO SER OPOSIÇÃO

As últimas eleições demonstraram: a esquerda está em frangalhos, o centrão assumiu o controle e a direita entrou em campo como novo jogador.  Diante desse cenário, como a direita vai jogar?  Será oposição, contra o sistema;  ou deve se alinhar com o centrão?

É bom lembrar que o atual Estado brasileiro está tão contaminado pelo socialismo e  pela corrupção ao valorizar  a visão coletivista do mundo, que chega a aceitar a corrupção para fazê-lo funcionar. E se foram as demandas sociais que formaram o nosso ambiente político, a corrupção surgiu com força total. Assim, socialistas e corruptos irmanados agem contra o estado de direito e contra a sociedade.

Ocorre que a função da oposição é fazer contraponto a essa realidade. Precisa exigir mais transparência para evitar a corrupção das instituições, e ao mesmo tempo combater a tirania de Estado,  defendendo a justa separação de poderes. É necessário defender a representatividade, sonho distante de um povo adormecido por 130 anos de república falida.

 O Brasil está no mais alto grau de convívio com o socialismo, comprovadamente ineficiente, pois apenas enfraquece a classe média e condena o país à mediocridade infinita. O responsável por esse estado de coisas é o centrão de ontem e de hoje. Se os conservadores não fizerem oposição, mas composição com esse grande grupo, vão assinar embaixo contra a sociedade, em uma posição equivocada e eliminando a possibilidade de reformas no estado e de liderança no futuro.

Somos testemunhas da absurda subversão que ocorreu no Legislativo. Nenhuma pauta importante foi a plenário, apesar de uma parcela significativa da oposição ocupar comissões importantes na Câmara. O presidente Lira negociou com lideranças do centrão e só os projetos do governo foram contemplados em votação.

Por isso,  querer composição com o centro é deixar o sistema controlar a opinião pública, que já é contra tudo o que se apresenta.  Ao neutralizar a oposição, fazendo com ela uma composição, o sistema garante mais cargos, mais recursos e mais controle para si. Por consequência, vai comandar uma vitória eleitoral ainda maior em eleições futuras.

Portanto, precisamos de uma oposição coesa e coerente com a opinião pública, com ideias e pautas claras, que seja antissistema, e não se meta em composições que violam sua proposta, seu compromisso com a sociedade e com seu futuro político.

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança está em seu segundo mandato como deputado federal (PL/SP), com mais de 500 propostas apresentadas com foco em reformas no sistema político, tributário e judiciário, defesa nacional, patrimônio histórico e relações exteriores. É presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado.
Graduado em Administração de Empresas pela FAAP/SP e mestre em Ciências Políticas pela Stanford University. Trabalhou no banco JP Morgan, em Londres; e depois no Lázard Freres, em Nova Iorque. Retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina.
Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil e é autor de livros sobre política, constituição e História do Brasil.
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