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ORDEM, PROGRESSO, PAZ.

SERÁ?

Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Por: Luiz Philippe de Orleans e Bragança
03/01/2025 às 11h21
ORDEM, PROGRESSO, PAZ.

Dia 15 de novembro é feriado. Quase ninguém sabe que essa é a data da proclamação da República, muito menos que foi um golpe militar e o que ocorreu após 1889, origem de uma república sangrenta e ilegal.

A proclamação da república não foi pacífica, e não atingiu apenas a família imperial, mas todos os brasileiros. No dia seguinte à proclamação, assumiu um governo provisório liderado pelo Marechal Deodoro e foi implementada a “política de encilhamento”, que triplicou os salários de apadrinhados e aumentou impostos, promoveu larga impressão de moeda e concessão de crédito sem lastro. O resultado foi inflação descontrolada, crise fiscal, comercial, falências, colapso da bolsa e desaparecimento da credibilidade internacional. 

Várias revoltas também aconteceram a partir da proclamação, pois os positivistas já tinham organizado o governo provisório de Deodoro como uma ditadura militar.
Em 1890 o país estava à beira do caos financeiro.  Como ditador que era, Deodoro fechou o congresso, impôs estado de sítio, suspendeu os direitos individuais e baixou a censura. Em apenas quatro anos, sob os governos de Deodoro e Floriano. promoveu-se uma verdadeira caça a todos que não fossem apoiadores do regime e do governo. 

Na  Revolta Federalista, de 1893, os estados se levantaram contra a ditadura do poder central e Floriano respondeu com fuzilamentos e degolas sumárias em todo o país, dizimando a vida de 10 a 15 mil brasileiros.  No final, ele humilhou os catarinenses colocando seu nome na capital, cujas praias foram banhadas com o sangue de quase 300 pessoas inocentes. A chacina  ficou conhecida como Massacre de Anhatomirim. 

Em setembro do mesmo ano, iniciou-se a Segunda Revolta da Armada. Acuado por conflitos em diversos fronts, Floriano pediu ajuda à Marinha americana para bombardear a Marinha brasileira no Rio de Janeiro. As forças do ditador venceram, deixando centenas de mortos, exilados e destruição da Marinha brasileira. As revoltas da Armada feriram de morte os estados do Sul e do Sudeste, mas tornaram o ditador impopular e iniciaram uma nova fase da república.

Desgastado e doente, Floriano entrega o país arruinado.  O primeiro presidente civil eleito em março de 1894, Prudente de Moraes Barros, deparou-se com a difícil missão de pacificar e tentar construir a república, mais uma vez.  Entretanto, os ecos do golpe abalaram o Brasil, pois essa república não foi e não poderá ser consolidada na base do horror e do caos, sem legitimidade e sem convergência por ideia nenhuma.  Esse é o padrão que seguimos…por enquanto.

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança está em seu segundo mandato como deputado federal (PL/SP), com mais de 500 propostas apresentadas com foco em reformas no sistema político, tributário e judiciário, defesa nacional, patrimônio histórico e relações exteriores. É presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado.
Graduado em Administração de Empresas pela FAAP/SP e mestre em Ciências Políticas pela Stanford University. Trabalhou no banco JP Morgan, em Londres; e depois no Lázard Freres, em Nova Iorque. Retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina.
Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil e é autor de livros sobre política, constituição e História do Brasil.
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