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O FALSO GOLPE DE ESTADO

Quem acredita na narrativa?

Ana Maria Cemin
Por: Ana Maria Cemin
12/08/2024 às 17h16
O FALSO GOLPE DE ESTADO
Crédito: Eduardo F.S. Lima

O 8 de janeiro de 2023 foi o marco da criação de uma narrativa de "golpe de estado" sem armas. Isso faz os mortos se revirarem nos túmulos e os vivos serem desconsiderados pelo que pensam (ou pela sua falta de cognição).

 

O 8 de janeiro apresenta um Brasil irracional, tomado pela histeria e pelo ódio insuflado pela falácia de que pessoas aglomeradas numa manifestação faziam parte de uma organização criminosa que nunca existiu.   

 

Todos os dias leio e ouço sobre o tal "golpe de estado" referindo-se ao movimento anti-PT, durante o qual foi pedida a intervenção das Forças Armadas para que fosse entregue o código fonte das urnas eletrônicas.

 

Nas eleições de 2022, as Forças Armadas participaram como "fiscais" das urnas e o povo nas ruas pediu que interferissem no processo, trouxessem clareza, coisa que nunca ocorreu. Ao povo só restou as ruas, pois toda a estrutura de poder o inclui pela representação do Legislativo e Executivo, com quem a massa de descontentes não pode contar no final de 2022.

 

Banhados pela certeza de que seus direitos de cobrar transparência das urnas estavam garantidos, milhares de pessoas foram para Brasília no início de janeiro de 2023, para acampar na capital federal. Se sentiam participantes de um ato democrático, amparado legalmente pela Constituição Federal, inclusive, por nota emitida pelas Forças Armadas, em data de 11 de novembro de 2022.

 

Nessa nota publicada na Imprensa Nacional, as Forças Armadas condenavam excessos de alguns manifestantes e legitimavam as manifestações pacíficas e ordeiras. A partir de então, mais uma vez, os brasileiros entenderam que as manifestações que ocorriam em todo o território brasileiro eram legítimas. E se sentiram seguros no exercício do seu direito.

 

Essa foi a ilusão vivida pelo povo descontente no pós eleição de 2022. Quem poderia imaginar algo tão grave acontecendo na Praça dos Três Poderes? Ninguém. O próprio Coronel Naime, a quem o governador chamou naquela tarde, tirando-o das férias, para conter a massa verde-amarela, declarou que aquilo jamais poderia ter acontecido. Naime foi responsável por outros momentos de manifestações, ainda maiores, e o sistema de segurança de Brasília deu conta. Naime foi preso e hoje está respondendo inquérito. Mas fez o que pediram: retirar todos da Praça dos Três Poderes e do QG de Brasília sem nenhuma ocorrência de morte.

 

 Foi surpresa para quase todos os brasileiros o que ocorreu em 8 de janeiro. A população se dividiu entre os que caíram na narrativa do golpe, reforçado por uma imprensa que mais parece a assessoria de imprensa do Governo Federal, e os que entendem que os prédios estavam danificados quando a massa de manifestantes chegou na Praça dos Três Poderes.

 

Até hoje as gravações dos prédios que poderiam revelar a sequência dos fatos não apareceram. O que pensar sobre isso?

 

Paira no ar a sensação de que poucos podem muito, enquanto a massa de descontentes é oprimida dentro de uma panela de pressão.

 

 

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maryHá 2 anos São Paulo A 3° foto sou eu, eu ajoelhei saquei minha toalha de rosto da bolsa e pedir por paz...
CiniraHá 2 anos PernambucoÉ lamentável perceber que a democracia já não existe mais em nossa nação.
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Ana Maria Cemin
Ana Maria Cemin
Ana Maria Cemin, jornalista com ampla experiência, conservadora, colaborativa com causas sociais de importância para a sociedade, dedicada na divulgação dos fatos para conhecimento das pessoas sem meias verdades. Também administradora do http://www.bureaucom.com.br/
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