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Saiba como funcionam as unidades sentinelas de arboviroses em São Paulo

Rede estadual conta com 73 unidades que ajudam a identificar a circulação de vírus e mudanças no cenário epidemiológico; monitoramento também passo...

Por: Redação Fonte: Secom SP
24/09/2026 às 15h13
Saiba como funcionam as unidades sentinelas de arboviroses em São Paulo
A vigilância sentinela de arboviroses é baseada na análise laboratorial de uma amostragem de pacientes. Foto: Divulgação/Governo de SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) conta com uma rede de 73 unidades sentinelas de arboviroses distribuídas pelo estado. Presentes em Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e hospitais, esses serviços funcionam como pontos estratégicos de vigilância para identificar quais arbovírus estão circulando e detectar possíveis mudanças no cenário epidemiológico.

Nas unidades, pacientes com sinais e sintomas compatíveis com arboviroses podem ser selecionados, de acordo com critérios definidos pela vigilância, para a coleta de amostras. O material é encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz (IAL), referência estadual em diagnóstico e vigilância laboratorial, para análise e identificação dos vírus.

A estratégia permite acompanhar alterações no comportamento das doenças, identificar a introdução ou o aumento da circulação de determinados vírus e sorotipos e orientar medidas de prevenção e controle nas diferentes regiões do estado.

Como funciona na prática

A vigilância sentinela de arboviroses é baseada na análise laboratorial de uma amostragem de pacientes atendidos semanalmente nessas unidades. No caso da dengue, por exemplo, são coletadas de duas a cinco amostras por semana de pessoas que apresentam sintomas compatíveis, como febre, dor de cabeça e dor atrás dos olhos, preferencialmente até o quinto dia após o início dos sintomas.

Após a coleta, as amostras são cadastradas no Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz. Os resultados ajudam as equipes de vigilância a acompanhar a circulação dos vírus e identificar mudanças no perfil epidemiológico.

O painel de monitoramento inclui dengue, Zika, chikungunya, febre amarela, febre Oropouche e Mayaro. Conforme o cenário epidemiológico, a investigação pode ser ampliada para outros agentes. Recentemente, o vírus do Nilo Ocidental também passou a integrar esse monitoramento.

A rede sentinela já contribuiu para identificar mudanças importantes no estado, como a circulação do sorotipo 3 da dengue e, em 2024, a circulação do vírus Oropouche. A ampliação do painel aumenta a capacidade de vigilância e permite identificar outros arbovírus que possam circular no território paulista.

A estratégia não significa, no entanto, que todos os pacientes atendidos nessas unidades sejam testados para todos os vírus. A vigilância sentinela trabalha com uma amostragem selecionada de pacientes e complementa a notificação e a investigação de casos suspeitos, além de outras ações de vigilância epidemiológica e laboratorial realizadas no estado.

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