
Da periferia de Salvador para o Museu da Estátua da Liberdade.
No palco do Best of Brazil Global Awards 2026, no Museu da Estátua da Liberdade, em Nova York, o nome de Sérgio Júnior foi chamado. O escritor baiano, natural de Salvador, saiu da condição de finalista e conquistou o reconhecimento internacional pelo trabalho literário como agente de transformação social e pelo projeto social que desenvolve em Moçambique.
A premiação, que já passou por palcos como o Palácio de Kensington, a Torre Eiffel e o Parlamento Britânico, chegou pela primeira vez aos Estados Unidos nesse cenário simbólico. Para Sérgio, o momento resume uma frase antiga e agora pessoal: veni, vidi, vici.
“E mais uma vez aconteceu: eu venci”, escreveu após a cerimônia. “Como vocês sabem, eu não sou só um homem das letras. Sou também um homem da prática.”

Filho mais velho de Sérgio Santos e Dilma Souza (in memoriam), Sérgio Júnior nasceu e cresceu na periferia de Salvador, sob influência da fé cristã. Viveu onze anos como ateu, tentando refutar a religião pela ciência. Em 2011, após uma experiência de quase morte, consolidou a jornada de fé e passou a atuar como pastor, teólogo, colunista e escritor. É líder de igreja desde 2012.
Nada disso, segundo ele, chegou de mão beijada.
“Nascido num lar simples na periferia de Salvador, Bahia, fui bem preparado pelos meus pais no contexto social e de identidade. Sempre tive postura altiva. Ninguém nasce condenado a um destino por ser preto, pobre ou qualquer outra coisa. É persistência. É aprimorar as ferramentas. É continuar.”
Hoje soma mais de 30 obras publicadas no Brasil e no exterior. A literatura mistura ensaio, ficção, poesia e reflexão filosófica. Fala de luto, masculinidade, fé, política, saúde mental digital, empoderamento negro e reconciliação nacional.
Entre os títulos que marcam a obra estão:
Em Boston, já havia conquistado o 1º lugar em concurso de poesia com o poema Bondade e Fidelidade. É membro da Academia Internacional de Letras Brasileiras (AILB), em Nova York, e colunista de veículos como No Ponto do Fato e a revista Brasil Alpino, na Suíça.

O prêmio não celebrou apenas o volume de livros. Sérgio foi reconhecido pelo impacto social da escrita e pelo Projeto Moçambique, iniciativa de ações sociais e intercâmbio cultural na África.
“As ações sociais e a dedicação à mudança de vida das pessoas — pela conscientização, pelo cuidado e pela fé — têm gerado frutos.”
Ele agradeceu publicamente a todos que votaram. A campanha, feita em grande parte pelo Instagram de escritor, mobilizou leitores, fiéis e apoiadores no Brasil e no exterior. A cerimônia aconteceu em Nova York; o anúncio da vitória veio nas horas seguintes, com o tom direto de quem atravessou oceano, burocracia, luto e descrença para ouvir o próprio nome no museu da liberdade.
Mais do que um troféu em solo americano, o resultado fecha um arco que o próprio autor vinha narrando há meses: o menino da periferia de Salvador que escreveu dezenas de livros, fundou comunidade de fé, manteve projeto na África e insistiu que persistência vale mais do que o endereço de origem.

“Escrever é minha forma de entregar alento emocional e psicológico ao leitor. Cada livro é um ato de empatia.”
Quem quiser acompanhar a trajetória literária e social encontra os livros no site oficial www.sergiojunior.com e no Instagram @escritorsergiojunior. Também estão disponíveis na Amazon, Clube de Autores, UICLAP e outras plataformas.
Da Liberdade de Nova York, a mensagem que ele deixou aos que ainda estão no meio da travessia é curta e sem enfeite:
Não desista.