
O modelo econômico conduzido por um Estado perdulário, intervencionista e frontalmente hostil ao setor privado cobra a sua fatura mais cruel sobre a economia real. O volume de dívidas de empresas em Recuperação Judicial (RJ) no Brasil atingiu a marca inédita e alarmante de R$ 180 bilhões, escancarando a derrocada sistêmica provocada por uma máquina pública voraz que gasta sem controle e asfixia quem produz.
Enquanto o governo federal prioriza a expansão desenfreada de despesas, o inchaço da máquina estatal e a criação de novas amarras burocráticas, o empresariado brasileiro enfrenta um verdadeiro cenário de terra arrasada.
O sufocamento do setor produtivo
A explosão das insolvências corporativas não é fruto do acaso ou de falhas isoladas de gestão, mas a consequência matemática de um ambiente hostil:
O Custo do Déficit: Para sustentar um Estado gigante que consome mais do que arrecada, o Tesouro drena a poupança interna por meio de juros elevados, praticados como torniquete para tentar conter a inflação gerada pela própria gastança oficial.
O Efeito Crowding Out: Com o crédito estrangulado e o custo de capital proibitivo, as empresas veem seu fluxo de caixa evaporar apenas para pagar o serviço da dívida bancária, tornando a operação insustentável.
A Inversão de Prioridades: O governo age como um verdadeiro algoz da iniciativa privada: em vez de desatar os nós tributários e cortar privilégios na cúpula do poder, ele amplia a voracidade fiscal e impõe barreiras que empurram companhias tradicionais de diversos setores à bancarrota.
A economia real refém do populismo fiscal
A marca de R$ 180 bilhões em dívidas sob recuperação judicial é o retrato mais fiel do fracasso de uma gestão que ignora as leis básicas da economia. Quando o Estado se torna o principal concorrente do setor privado por recursos e impõe um custo operacional insuportável, o resultado é a destruição em massa de empregos, renda e valor corporativo.
Sem uma guinada liberal drástica que imponha austeridade real, corte o tamanho do Estado e devolva a liberdade econômica ao setor produtivo, o Brasil continuará a colecionar recordes de falências e a empobrecer a sua população para sustentar os excessos de uma máquina pública ineficiente.