
O ministro Alexandre de Moraes autorizou operação da PF contra Raimundo Cutrim (ex-secretário de Segurança do Maranhão), apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre uso de carros oficiais por familiares de Flávio Dino. A medida, com parecer favorável da PGR, gerou forte reação de entidades de imprensa, que alertam para violação do sigilo de fonte. O jornalista já havia sido alvo de buscas em março.
Ato gravíssimo contra a liberdade de imprensa. A lei de proteção à fonte, é letra morta. Quebrar o sigilo de fonte para proteger um ministro do STF reforça a percepção de seletividade e excesso de poder. O jornalismo de denúncia não pode ser criminalizado.
Pauta de hoje no plenário inclui ações contra leis de Mato Grosso e Rondônia que retiram incentivos fiscais de empresas aderentes à moratória da soja (acordo voluntário que proíbe compra de soja de áreas desmatadas na Amazônia após 2008). Também estão em discussão as ADIs contra a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (aprovada em 2025 e vista por críticos como “PL da Devastação”).
O agronegócio precisa de regras claras e previsibilidade. Acordos voluntários privados não podem ser transformados em obrigação estatal disfarçada, mas o desmonte indiscriminado de salvaguardas ambientais também não é caminho. O STF precisa decidir com equilíbrio, sem ativismo.
Ibovespa fechou ontem em forte queda (−2,5%), na mínima desde janeiro, enquanto o dólar subiu cerca de 1% e fechou acima de R$ 5,16. A ata do Copom (Selic em 14%) reforçou alertas sobre risco fiscal e estímulos à demanda. IPCA de julho veio em +0,07% (12 meses: 4,44%). Pesquisa BTG/Nexus mostrou que 52% dos brasileiros avaliam a economia como ruim ou péssima.
O BC continua correto em apontar o fiscal como risco. Enquanto o governo prioriza “bondades” eleitorais e evita ajuste estrutural, a conta chega via juros altos, dólar pressionado e atividade mais fraca.
A disputa continua polarizada e competitiva. Flávio precisa consolidar a direita e reduzir rejeição; Lula depende do aparato estatal e da percepção de “estabilidade”. Ainda há muito jogo pela frente.
Temperaturas devem chegar a 40–42°C em partes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste entre 12 e 19 de agosto. Recordes podem ser batidos em Cuiabá, Goiânia, Brasília e outras capitais. No Sul e Sudeste o calor também avança, com baixa umidade.
Mais um episódio de calor atípico no inverno. Atenção redobrada à saúde, especialmente de idosos e crianças, e à umidade do ar.