
Os Correios fecharam o ano com o maior prejuízo da história da estatal: mais de R$ 5 bilhões em vermelho. Contratos superfaturados, inchaço de folha e má gestão são apontados como causas diretas. Em vez de auditoria rigorosa ou troca de comando, o governo optou por uma solução de curto prazo: autorizou empréstimo bilionário com garantia da União, sem passar pelo crivo do Congresso.
A operação foi feita por decreto, sem transparência e sem votação. O dinheiro público entra para tapar buraco, enquanto os responsáveis permanecem nos cargos. Parlamentares da oposição já articulam CPI para 2026. O caso reforça o diagnóstico de que estatais sob controle do atual governo servem menos ao interesse público e mais a interesses políticos e partidários.