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VAMOS TER CANDIDATO À PRESIDÊNCIA EM 2026?

Essa é uma dúvida que paira sobre os eleitores de direita.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Por: Luiz Philippe de Orleans e Bragança
29/08/2025 às 12h53
VAMOS TER CANDIDATO À PRESIDÊNCIA EM 2026?
Imagem gerada por IA

Jair Bolsonaro ou seu indicado poderão representar os conservadores no próximo pleito? Hoje se apresentam candidatos que têm amplo apoio de partidos do Centrão, do Judiciário, da mídia e até da esquerda.

E por que esse apoio todo, mesmo indesejado?  A resposta é que esses candidatos vêm para dar continuidade ao Sistema. Isso quer dizer certamente que nenhum deles vai promover e implantar reformas profundas no Brasil. Talvez seja esse o acordo tácito, ou até negociado, que está implícito nesses apoios.

Na verdade, o Sistema precisa sempre se renovar para sobreviver. Os candidatos trazem uma roupagem diferente e podem até fazer mudanças visíveis, como tirar a esquerda do governo, melhorar a segurança pública e a economia, mas tudo não passa de mero verniz.  

Para acomodar a situação, o pessoal do Centro já tem um “acordão” com as instituições: não fazer grandes reformas para não mudar os sistemas. O Centrão é o grupo que detém mais  recursos de fundo eleitoral e tempo de televisão, mesmo assim, é importante ter um candidato legítimo da direita, pois ele teria a função de  representar a agenda antissistema.  

Na Europa, os sistemas políticos são abertos e uma direita de fato brota do seio da opinião pública como a única opção contra o Sistema, apesar de seus membros sofrerem perseguições. No Brasil, a cultura do “deixa disso” para evitar ruptura ainda existe e está no eleitor confuso do Centrão, que aponta erradamente a direita como a responsável por conflitos, quando na verdade a culpa é do Sistema.

Em uma corrida eleitoral o pleito é sempre binário: um candidato do sistema, outro contra o sistema. De 1988 até 2014 havia a dinâmica do teatro das tesouras, que criou uma falsa oposição entre PT e PSDB Até aquele momento, todos os partidos eram de esquerda e PT e PSDB, mas os dois eram partidos socialistas e são responsáveis pelo estado totalitário de hoje.

Por isso, precisamos de um candidato antissistema, mesmo que este perca as eleições, sob pena de o contraponto ao candidato da esquerda ser um burocrata do Centrão, em um novo teatro das tesouras 2.0.

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança está em seu segundo mandato como deputado federal (PL/SP), com mais de 500 propostas apresentadas com foco em reformas no sistema político, tributário e judiciário, defesa nacional, patrimônio histórico e relações exteriores. É presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado.
Graduado em Administração de Empresas pela FAAP/SP e mestre em Ciências Políticas pela Stanford University. Trabalhou no banco JP Morgan, em Londres; e depois no Lázard Freres, em Nova Iorque. Retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina.
Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil e é autor de livros sobre política, constituição e História do Brasil.
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