
Donald J. Trump, antes de ser presidente dos Estados Unidos, já era reconhecido mundialmente como um empresário de sucesso e mestre em negociações. Seu livro mais famoso, A Arte da Negociação (The Art of the Deal), lançado em 1987, tornou-se um manual para empreendedores e líderes. Ao assumir a presidência em 2017, ele levou suas técnicas empresariais para a diplomacia internacional — com resultados sólidos, acordos impactantes e uma postura inédita para um chefe de Estado americano.
Trump rejeitou a burocracia tradicional da política externa e substituiu a passividade diplomática por negociações duras, objetivas e focadas no interesse nacional americano. Abaixo, explicamos as 7 principais regras que orientaram sua atuação e como elas geraram conquistas reais durante seu mandato.
1. Pense Grande
Regra: "Se você vai pensar de qualquer maneira, pense grande."
Trump sempre acreditou que pensar em grande escala atrai mais atenção, respeito e poder de barganha.
Essa mentalidade foi decisiva na reformulação do NAFTA, que deu origem ao USMCA (Acordo EUA-México-Canadá). O novo tratado garantiu melhores condições para a indústria automotiva e os agricultores americanos, revertendo décadas de prejuízos para os EUA.
2. Proteja sua Base
Regra: "Proteja a sua parte e seja fiel ao seu interesse."
Para Trump, a prioridade é clara: o povo americano. Ele exigia que acordos comerciais servissem aos trabalhadores e produtores dos EUA, ou seriam abandonados.
Sua política de tarifas à China, ao México e à União Europeia teve esse propósito: forçar termos justos para os EUA. Isso resultou em bilhões em investimentos repatriados e na retomada de empregos industriais no país.
3. Maximize a Pressão
Regra: "Pressão é algo bom — se usada com inteligência."
Trump aplicava pressão estratégica com frequência — seja por meio de tarifas, sanções, ou declarações públicas.
O melhor exemplo foi a Guerra Comercial com a China, em que ele impôs tarifas pesadas, levando ao Acordo da Fase Um em 2020. Nele, a China se comprometeu a comprar bilhões de dólares em produtos agrícolas e industriais americanos, além de reforçar regras de propriedade intelectual.
4. Controle a Narrativa
Regra: "A percepção é, muitas vezes, mais importante que a realidade."
Trump sabia que a mídia molda o ambiente de negociação. Por isso, ele frequentemente falava com confiança, estipulava prazos e fazia anúncios públicos que colocavam pressão nos interlocutores.
Essa estratégia foi usada inclusive na pressão sobre países da OTAN, que passaram a investir mais em defesa após críticas abertas de Trump quanto à contribuição desigual.
5. Conheça os Números
Regra: "Você precisa conhecer cada número. Isso te dá força."
Apesar do estilo direto, Trump era detalhista. Sabia os números do déficit comercial, tarifas impostas por outros países e o impacto de cada acordo na economia americana.
Essa atenção aos detalhes deu a ele vantagem em negociações como o USMCA e em acordos bilaterais com o Japão, Coreia do Sul e Índia, nos quais os EUA conquistaram acesso ampliado a mercados estratégicos.
6. Crie Alternativas
Regra: "Sempre tenha uma carta na manga."
Trump usava a tática do “walk away” com maestria: mostrava estar pronto para sair de qualquer negociação se os termos não fossem vantajosos.
Isso ficou evidente nas negociações com o Irã e com a Coreia do Norte. Mesmo sem acordos finais, sua postura forçou recuos estratégicos, além de manter a superioridade americana na mesa de negociações.
7. Nunca Mostre Fraqueza
Regra: "Fraqueza atrai predadores. Nunca demonstre hesitação."
Trump jamais recuava publicamente. Mesmo quando flexibilizava pontos nos bastidores, mantinha a postura firme e intransigente diante das câmeras.
Essa imagem foi essencial para os Acordos de Abraão (Abraham Accords) — tratados de paz entre Israel e países árabes (como Emirados Árabes, Bahrein, Sudão e Marrocos), mediadas pelos EUA sem guerra, apenas com diplomacia e incentivos econômicos.
Conclusão
Donald Trump não foi apenas um líder político, mas um negociador em tempo integral. Suas técnicas — baseadas em clareza, firmeza e objetivos concretos — transformaram o papel dos EUA no cenário mundial.
Em vez de acordos simbólicos e longos debates, ele fez a política internacional funcionar como uma negociação empresarial de alto nível: com pressão, resultado e foco no lucro estratégico para sua nação.
Seus críticos o acusam de romper protocolos. Seus aliados reconhecem: ele restaurou o respeito pela soberania americana e conquistou vitórias reais com as armas da negociação.