Terça, 17 de Fevereiro de 2026
23°C 32°C
São Paulo, SP

DONALD TRUMP COMO NEGOCIADOR: AS 7 REGRAS DE OURO E OS RESULTADOS CONCRETOS NA POLÍTICA INTERNACIONAL

.

Pedro Augusto Santos Lima Figueiredo
Por: Pedro Augusto Santos Lima Figueiredo
05/08/2025 às 14h09 Atualizada em 05/08/2025 às 17h41
DONALD TRUMP COMO NEGOCIADOR: AS 7 REGRAS DE OURO E OS RESULTADOS CONCRETOS NA POLÍTICA INTERNACIONAL

Donald J. Trump, antes de ser presidente dos Estados Unidos, já era reconhecido mundialmente como um empresário de sucesso e mestre em negociações. Seu livro mais famoso, A Arte da Negociação (The Art of the Deal), lançado em 1987, tornou-se um manual para empreendedores e líderes. Ao assumir a presidência em 2017, ele levou suas técnicas empresariais para a diplomacia internacional — com resultados sólidos, acordos impactantes e uma postura inédita para um chefe de Estado americano.

Trump rejeitou a burocracia tradicional da política externa e substituiu a passividade diplomática por negociações duras, objetivas e focadas no interesse nacional americano. Abaixo, explicamos as 7 principais regras que orientaram sua atuação e como elas geraram conquistas reais durante seu mandato.

 

1. Pense Grande

Regra: "Se você vai pensar de qualquer maneira, pense grande."

Trump sempre acreditou que pensar em grande escala atrai mais atenção, respeito e poder de barganha.

Essa mentalidade foi decisiva na reformulação do NAFTA, que deu origem ao USMCA (Acordo EUA-México-Canadá). O novo tratado garantiu melhores condições para a indústria automotiva e os agricultores americanos, revertendo décadas de prejuízos para os EUA.

 

2. Proteja sua Base

Regra: "Proteja a sua parte e seja fiel ao seu interesse."

Para Trump, a prioridade é clara: o povo americano. Ele exigia que acordos comerciais servissem aos trabalhadores e produtores dos EUA, ou seriam abandonados.

Sua política de tarifas à China, ao México e à União Europeia teve esse propósito: forçar termos justos para os EUA. Isso resultou em bilhões em investimentos repatriados e na retomada de empregos industriais no país.

 

3. Maximize a Pressão

Regra: "Pressão é algo bom — se usada com inteligência."

Trump aplicava pressão estratégica com frequência — seja por meio de tarifas, sanções, ou declarações públicas.

O melhor exemplo foi a Guerra Comercial com a China, em que ele impôs tarifas pesadas, levando ao Acordo da Fase Um em 2020. Nele, a China se comprometeu a comprar bilhões de dólares em produtos agrícolas e industriais americanos, além de reforçar regras de propriedade intelectual.

 

4. Controle a Narrativa

Regra: "A percepção é, muitas vezes, mais importante que a realidade."

Trump sabia que a mídia molda o ambiente de negociação. Por isso, ele frequentemente falava com confiança, estipulava prazos e fazia anúncios públicos que colocavam pressão nos interlocutores.

Essa estratégia foi usada inclusive na pressão sobre países da OTAN, que passaram a investir mais em defesa após críticas abertas de Trump quanto à contribuição desigual.

 

5. Conheça os Números

Regra: "Você precisa conhecer cada número. Isso te dá força."

Apesar do estilo direto, Trump era detalhista. Sabia os números do déficit comercial, tarifas impostas por outros países e o impacto de cada acordo na economia americana.

Essa atenção aos detalhes deu a ele vantagem em negociações como o USMCA e em acordos bilaterais com o Japão, Coreia do Sul e Índia, nos quais os EUA conquistaram acesso ampliado a mercados estratégicos.

 

6. Crie Alternativas

Regra: "Sempre tenha uma carta na manga."

Trump usava a tática do “walk away” com maestria: mostrava estar pronto para sair de qualquer negociação se os termos não fossem vantajosos.

Isso ficou evidente nas negociações com o Irã e com a Coreia do Norte. Mesmo sem acordos finais, sua postura forçou recuos estratégicos, além de manter a superioridade americana na mesa de negociações.

 

7. Nunca Mostre Fraqueza

Regra: "Fraqueza atrai predadores. Nunca demonstre hesitação."

Trump jamais recuava publicamente. Mesmo quando flexibilizava pontos nos bastidores, mantinha a postura firme e intransigente diante das câmeras.

Essa imagem foi essencial para os Acordos de Abraão (Abraham Accords) — tratados de paz entre Israel e países árabes (como Emirados Árabes, Bahrein, Sudão e Marrocos), mediadas pelos EUA sem guerra, apenas com diplomacia e incentivos econômicos.

 

Conclusão

Donald Trump não foi apenas um líder político, mas um negociador em tempo integral. Suas técnicas — baseadas em clareza, firmeza e objetivos concretos — transformaram o papel dos EUA no cenário mundial.

Em vez de acordos simbólicos e longos debates, ele fez a política internacional funcionar como uma negociação empresarial de alto nível: com pressão, resultado e foco no lucro estratégico para sua nação.

Seus críticos o acusam de romper protocolos. Seus aliados reconhecem: ele restaurou o respeito pela soberania americana e conquistou vitórias reais com as armas da negociação.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Pedro Lima
Pedro Lima
Pedro Augusto Santos Lima Figueiredo é administrador, especialista em Compliance e em Relações Governamentais.

É fundador do Instituto Lumiar Brasil e do canal Valores do Ocidente, iniciativas voltadas à educação, cultura e formação conservadora, com base na fé cristã, na valorização da família e nas raízes do Brasil e do Ocidente. Valoriza a cultura e a educação com princípios conservadores.
Ver notícias
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,21 +0,00%
Euro
R$ 6,19 +0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 370,434,57 -0,70%
Ibovespa
186,464,30 pts -0.69%
Publicidade
Publicidade
Publicidade