
O Brasil é um país em guerra consigo mesmo. Em 2023, registramos cerca de 40 mil homicídios, uma taxa de 19 por 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto nações como Japão e Noruega celebram índices de criminalidade ínfimos, o Brasil permanece estagnado em um ciclo de violência, impunidade e ineficiência institucional.
As políticas de desarmamento, implementadas com entusiasmo por setores progressistas desde o início dos anos 2000, se provaram contraproducentes. O cidadão de bem foi desarmado, enquanto o criminoso se fortaleceu. Como denuncia Bene Barbosa em sua
obra Mentiram para Mim Sobre o Desarmamento, a relação entre o aumento da criminalidade e a restrição do porte de armas é evidente em diversos estudos independentes.
A falência da segurança pública brasileira não é apenas técnica, mas ideológica. O Estado moderno, influenciado por ideologias coletivistas, passou a tratar o criminoso como vítima da sociedade, e não como agente moral de seus próprios atos. Esse pensamento complacente resultou em um sistema penal falido, onde bandidos são soltos pelas audiências de custódia e voltam a delinquir horas depois.
Enquanto isso, a esquerda brasileira — em especial os setores ligados ao Foro de São Paulo — se aproveita do caos. A criminalidade organizada se tornou braço auxiliar de projetos de poder, atuando como milícia ideológica e como ferramenta de desestabilização
da ordem. Isso já é prática corrente em regimes bolivarianos, como os da Venezuela e da Nicarágua.
Por outro lado, nos Estados Unidos, estados conservadores como Texas, Flórida e Utah demonstram que a força da lei, o armamento civil responsável e o respeito à autoridade são instrumentos eficazes para a manutenção da ordem. O Brasil precisa observar essas experiências e abandonar de vez a utopia desarmamentista.
A Constituição Federal de 1988 assegura a segurança como um direito de todos e dever do Estado. No entanto, o Estado falhou. É hora de devolver à sociedade os instrumentos morais e legais de sua autodefesa. A polícia precisa ser valorizada, a justiça precisa ser célere, e o cidadão precisa ser respeitado como parte da solução, e não do problema.