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EUA APLICAM LEI MAGNITSKY CONTRA ALEXANDRE DE MORAES: “CAÇA ÀS BRUXAS ILEGAL” CONTRA AMERICANOS E BRASILEIROS

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Maria Rosa M Pires
Por: Maria Rosa M Pires
30/07/2025 às 16h26
EUA APLICAM LEI MAGNITSKY CONTRA ALEXANDRE DE MORAES: “CAÇA ÀS BRUXAS ILEGAL” CONTRA AMERICANOS E BRASILEIROS
Em uma decisão histórica e sem precedentes, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou nesta quarta-feira (30) a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, acusando-o de "abusos graves de direitos humanos" e "caça às bruxas ilegal contra cidadãos americanos e brasileiros".

Documento Oficial Devasta Moraes

O comunicado oficial do Tesouro americano, assinado pelo secretário Scott Bessent, é devastador contra o ministro brasileiro: "Alexandre de Moraes assumiu para si ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos americanos e brasileiros", diz o documento.
A sanção foi aplicada com base na Ordem Executiva 13818, que implementa a Lei Global Magnitsky de Responsabilização por Direitos Humanos, utilizada para punir perpetradores de abusos graves de direitos humanos ao redor do mundo.

Acusações Graves: Detenções Arbitrárias e Censura

O documento americano lista uma série de acusações específicas contra Moraes:
Detenções Arbitrárias: "Moraes investigou, processou e suprimiu aqueles que se envolveram em discursos protegidos pela Constituição americana, repetidamente submetendo vítimas a longas detenções preventivas sem apresentar acusações."
Perseguição a Jornalistas: "Em um caso notável, Moraes deteve arbitrariamente um jornalista por mais de um ano em retaliação por exercer a liberdade de expressão."
Alcance Extraterritorial: "Jornalistas baseados nos EUA e cidadãos americanos não foram poupados do alcance extraterritorial de Moraes."

Alvos da Perseguição Identificados

O Tesouro americano identificou os principais alvos da campanha autoritária de Moraes:
•Políticos da oposição, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro
•Jornalistas e jornais críticos ao governo
•Plataformas de mídia social americanas
•Empresas americanas e internacionais
•Cidadãos americanos residentes nos EUA

Métodos Autoritários Expostos

O documento detalha os métodos utilizados por Moraes em sua campanha de perseguição:
•Ordens diretas a empresas americanas de mídia social para bloquear centenas de contas
•Congelamento de ativos e revogação de passaportes de críticos
•Banimento de contas em redes sociais
•Operações policiais contra residências de críticos
•Apreensão de bens e garantia de detenção preventiva

Consequências Imediatas das Sanções

As sanções têm efeito imediato e devastador:
•Congelamento total de todos os bens de Moraes nos Estados Unidos
•Proibição de qualquer transação com pessoas ou entidades americanas
•Bloqueio de empresas controladas 50% ou mais por Moraes
•Penalidades civis e criminais para quem violar as sanções

Precedente Histórico

Esta é a primeira vez na história que um ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro é sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos. A medida segue a revogação do visto de Moraes e de sua família em 18 de julho de 2025.
A Lei Magnitsky é tradicionalmente aplicada contra ditadores, oligarcas russos, autoridades chinesas e outros violadores de direitos humanos em regimes autoritários. Sua aplicação contra um ministro da mais alta corte brasileira equipara o STF a instituições de países autocráticos.

Reação Internacional Esperada

A sanção americana deve provocar reações em cadeia na comunidade internacional. Outros países democráticos podem seguir o exemplo americano, isolando ainda mais o regime judicial brasileiro.
A medida também fortalece a posição de brasileiros exilados que buscam asilo político em países democráticos, validando suas alegações de perseguição política no Brasil.

Análise da Revista No Ponto Do Fato

A aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes representa o reconhecimento oficial pelos Estados Unidos de que o Brasil vive sob um regime judicial autoritário. Pela primeira vez na história, uma democracia consolidada trata um ministro do STF como violador de direitos humanos, equiparando-o a ditadores e autocrátas.
O documento do Tesouro americano é uma sentença devastadora contra Moraes e, por extensão, contra todo o STF. Ao detalhar minuciosamente os métodos autoritários do ministro - detenções arbitrárias, censura, perseguição extraterritorial - os EUA expõem ao mundo a verdadeira natureza do regime judicial brasileiro.
Particularmente grave é o reconhecimento americano de que Moraes persegue cidadãos americanos em solo americano, configurando uma violação da soberania dos EUA. Isso explica a dureza inédita da resposta americana, que vai muito além de protestos diplomáticos convencionais.
A sanção também valida todas as denúncias que a Revista No Ponto Do Fato tem feito sobre o autoritarismo do STF. O que era tratado como "exagero" pela mídia mainstream agora é reconhecido oficialmente pela maior democracia do mundo como "caça às bruxas ilegal" e "abusos graves de direitos humanos".
O timing da sanção, coincidindo com a entrada em vigor das tarifas comerciais, demonstra que os EUA veem a questão dos direitos humanos e a crise comercial como partes de um mesmo problema: o autoritarismo crescente do regime brasileiro.
Para Moraes, as consequências são devastadoras. Além do isolamento internacional, ele se torna persona non grata no sistema financeiro global, com seus bens congelados e transações proibidas. É uma humilhação sem precedentes para alguém que se considerava intocável.
A sanção também expõe a hipocrisia do governo Lula, que se apresenta internacionalmente como defensor da democracia enquanto mantém um ministro sancionado por violações de direitos humanos na mais alta corte do país.
O precedente é gravíssimo: se os EUA podem sancionar um ministro do STF, outros países democráticos podem seguir o mesmo caminho, isolando completamente o regime judicial brasileiro. O Brasil corre o risco de se tornar um pária internacional não apenas comercialmente, mas também em termos de direitos humanos.
Esta sanção marca o fim da impunidade internacional de Alexandre de Moraes e representa uma vitória histórica para todos os brasileiros que lutam contra o autoritarismo judicial. O mundo finalmente reconhece o que já sabíamos: o STF se tornou uma instituição autoritária que viola sistematicamente os direitos humanos.
 
 
 
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