Domingo, 21 de Junho de 2026
13°C 22°C
São Paulo, SP

O BRASIL CONTRA O MUNDO

.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Por: Luiz Philippe de Orleans e Bragança
14/07/2025 às 15h00 Atualizada em 14/07/2025 às 15h08
O BRASIL CONTRA O MUNDO
Imagem gerada por IA

O Brasil anda enfiando o pé na jaca, como constatamos, mas nem para comer a jaca depois temos o privilégio. Sim, porque não basta o STF querer censurar internamente; temos que fazer do mundo livre o nosso inimigo. Explico aqui como está se desenhando esse cenário geopolítico e quem vai ganhar ou perder no conflito Irã- Israel  que - esperamos - tenha um fim rápido e sem mais mortes.

Donald Trump, em campanha, prometeu trazer de volta os soldados e isolar os EUA de conflitos que foram estabelecidos pelos governos anteriores, o que está sendo levado a sério por parte dos conservadores norte-americanos. A outra parte é pró-Israel e quer acabar com o regime do Irã, considerado uma ameaça.Pragmático, o presidente preferiu abreviar a participação americana com ataques à infrestrutura energética e bélica iraniana. deixando de fora uma participação direta na mudança de regime.

Ele sabe que a oposição do Irã ainda não tem capacidade de mobilização e organização suficiente para assumir o controle, ou teria prolongado a intervenção. Ao cumprir compromissos assumidos durante a campanha, Trump atende ao mercado financeiro, que está olhando os desdobramentos dos conflitos com muito rigor. O Irã, por sua vez, vê seu modelo de regime debilitado, com a população sem liberdade de expressão e oprimida pelo sistema, que só se mantém no poder através do medo.

Na verdade, quando o Irã anunciou a data e quais bases americanas iria atacar no Iêmen, estas estavam  já subutilizadas ou abandonadas, portanto foi um contra-ataque simbólico, e um claro sinal de que Irã e EUA querem manter distância entre si. Pode ser que haja alguma negociação nos bastidores entre os militares iranianos, inclusive.

Israel continua com sua missão de sobreviver e o Irã como protagonista contra o estado israelense, embora a  nova geração de líderes islâmicos esteja consciente de que Israel está para ficar. Com esse ataque limitado dos EUA, Israel ganha na destruição de armas nucleares iranianas, mas perde um aliado que poderia atuar na mudança de regime do Irã, uma solução mais definitiva.

Enquanto isso, o Brasil continua apostando no cavalo errado. Assumiu abertamente uma posição ao lado dos aiatolás, de forma inconsequente diante do mercado financeiro, dos seus antigos aliados e dos EUA, ignorando as sanções que tanto o governo como o povo brasileiro podem sofrer O que o país ganha? Nada. Usado como fantoche por Irã, Rússia e China, o governo age contra si e contra os brasileiros.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança está em seu segundo mandato como deputado federal (PL/SP), com mais de 500 propostas apresentadas com foco em reformas no sistema político, tributário e judiciário, defesa nacional, patrimônio histórico e relações exteriores. É presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado.
Graduado em Administração de Empresas pela FAAP/SP e mestre em Ciências Políticas pela Stanford University. Trabalhou no banco JP Morgan, em Londres; e depois no Lázard Freres, em Nova Iorque. Retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina.
Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil e é autor de livros sobre política, constituição e História do Brasil.
Ver notícias
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 +0,00%
Euro
R$ 5,91 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 350,423,75 +1,67%
Ibovespa
168,333,61 pts 0.03%
Publicidade
Publicidade
Publicidade