
A dependência de dispositivos eletrônicos, como celulares e tablets, está colocando a saúde mental dos jovens em risco, segundo pesquisadores citados pela Brasil Paralelo. Sinais como angústia ao ficar sem o aparelho ou dificuldade em parar de usá-lo indicam um problema crescente.
Estudos recentes mostram que o uso excessivo de redes sociais e jogos online pode aumentar casos de ansiedade, depressão e isolamento social entre adolescentes. No Brasil, onde 90% dos jovens entre 15 e 24 anos acessam a internet diariamente, de acordo com o IBGE, o impacto é evidente. Escolas relatam queda no desempenho acadêmico e aumento de comportamentos impulsivos. “Estamos criando uma geração refém da tela, enquanto valores como família e convivência ficam em segundo plano”, alerta o psicólogo Roberto Almeida, que estuda o tema há uma década. Ele defende que pais e educadores limitem o uso de tecnologia e incentivem atividades ao ar livre e diálogo familiar.
A Brasil Paralelo destaca que o problema não é apenas tecnológico, mas cultural. A ausência de políticas públicas eficazes para promover a saúde mental nas escolas e a falta de campanhas de conscientização agravam a situação. Enquanto o governo federal foca em pautas ideológicas, a juventude brasileira enfrenta uma crise silenciosa, com consequências que podem marcar uma geração.