
O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a ser destaque hoje, 30 de junho de 2025, com a decisão do ministro Alexandre de Moraes de votar pela condenação de Fábio Alexandre de Oliveira a 17 anos de prisão.
Oliveira, que participou dos atos de 8 de janeiro de 2023, gravou um vídeo sentado na cadeira de Moraes no STF, em um gesto que o próprio réu classificou como “brincadeira”. A pena, considerada severa por analistas, reacende o debate sobre a proporcionalidade das punições aplicadas aos manifestantes. Os eventos de 8 de janeiro marcaram a invasão das sedes dos Três Poderes por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que contestavam o resultado das eleições de 2022. Desde então, o STF tem liderado as investigações, resultando em centenas de prisões e condenações.
Para setores conservadores, a decisão de Moraes é mais um exemplo de perseguição política. “Sentar em uma cadeira não é crime que justifique 17 anos de cadeia. Isso é vingança, não justiça”, afirmou o advogado Roberto Silva.
Por outro lado, o STF argumenta que a ação de Oliveira desrespeitou a instituição e fazia parte de um movimento para desestabilizar a democracia. A condenação ocorre um dia após o ato na Avenida Paulista, onde milhares pediram anistia aos condenados do 8 de janeiro. A decisão do STF, portanto, joga lenha na fogueira da polarização, com o povo dividido entre quem vê os julgamentos como defesa da ordem e quem os considera abusos de poder. Enquanto isso, o Supremo segue sob pressão, com críticas de que suas ações têm minado a confiança nas instituições.