
O preço do ouro atingiu um recorde histórico de US$ 3.399,2 por onça em maio de 2025, um aumento de quase 60% desde janeiro de 2024, segundo o Valor Econômico. A escalada reflete temores de inflação persistente e instabilidade geopolítica, com investidores e bancos centrais buscando refúgio no metal como ativo seguro.
No Brasil, a disparada do ouro é um termômetro de tempos incertos. A inflação de alimentos subiu 5,4% nos últimos cinco meses, superando a taxa anual de 2024 (4,83%), segundo o IPCA, enquanto o governo Lula impõe um novo imposto a cada 37 dias. Essa carga tributária, que consome até 40% da renda dos brasileiros, agrava a crise de custo de vida, especialmente para a classe média. O ouro, que poderia ser uma proteção contra a desvalorização do real, é inacessível para a maioria devido à burocracia e aos altos custos de investimento.
Globalmente, a alta do ouro reflete uma tempestade econômica e geopolítica. Conflitos como a guerra Ucrânia-Rússia, que desestabiliza cadeias de suprimentos de grãos e energia, e as tensões no Oriente Médio impulsionam a demanda por ativos segurosl. As políticas tarifárias de Donald Trump, que impôs taxas de até 50% sobre aço e alumínio e ameaçou sobretaxar produtos da China, Canadá e México, alimentam temores de uma guerra comercial global. Bancos centrais, como os da China, Índia e Turquia, dobraram suas compras de ouro desde 2022, acumulando mais de 1.000 toneladas anuais, segundo o World Gold Council, para reduzir a dependência do dólar, cuja credibilidade é abalada por déficits fiscais dos EUA. O Goldman Sachs prevê que o ouro pode atingir US$ 3.700 até o fim de 2025, mas uma recessão nos EUA ou uma escalada comercial poderia levá-lo a US$ 4.500.
O ouro, um refúgio contra a inflação e a incerteza, deveria ser incentivado como investimento acessível, mas o governo Lula, preso a políticas populistas, ignora o setor. A mídia, alinhada as narrativas do governo, falha em alertar sobre a crise, deixando o povo vulnerável.