
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou o uso do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como ferramenta de arrecadação, defendendo que ele deveria ter apenas função regulatória. Em evento com empresários, Galípolo destacou que o imposto, cobrado em transações como crédito, câmbio e seguros, acaba encarecendo o custo de vida e os investimentos, sem contribuir para o equilíbrio fiscal de longo prazo.
“O IOF foi criado para regular o mercado, não para ser uma fonte de receita constante. Seu uso distorcido sobrecarrega o contribuinte e afasta investidores”, afirmou. A declaração vem em um momento em que o governo enfrenta pressão para aumentar a arrecadação sem elevar diretamente outros impostos. O IOF, que incide sobre operações financeiras do dia a dia, é visto como uma ferramenta prática, mas que penaliza a classe média e as empresas.
A fala de Galípolo reforça a necessidade de uma reforma tributária que simplifique o sistema e reduza a dependência de impostos indiretos. Para o economista Cláudio Ferreira, “o IOF é um imposto caro para o cidadão e pouco eficiente para o governo”. A crítica do presidente do BC pode influenciar o debate no Congresso, onde tramitam propostas para revisar a tributação financeira. O governo, por sua vez, ainda não se posicionou sobre as declarações.