
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) tornou-se o centro de uma batalha judicial após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir sua prisão preventiva ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 3 de junho, alegando que Zambelli descumpriu medidas cautelares impostas após sua condenação por incitação à violência, relacionada aos atos de 8 de janeiro.
A deputada também anunciou que deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão e à perda de seu mandato, em um caso que envolve acusações de incitação à violência e desrespeito à ordem judicial. A decisão, comunicada em maio de 2025, gerou reações intensas, com a parlamentar alegando perseguição política e buscando refúgio no exterior para evitar a prisão. O caso transformou Zambelli em um símbolo de resistência para seus apoiadores, mas também em alvo de críticas de adversários, que a acusam de fugir da Justiça.
Apesar de o STF ter apreendido e depois devolvido seu passaporte, a deputada conseguiu deixar o país, levantando questionamentos sobre a fiscalização judicial. Sua defesa entrou com recursos, alegando que a pena é desproporcional e que a parlamentar é vítima de censura política. “O STF está criminalizando a oposição. Isso é uma ditadura disfarçada”, afirmou Zambelli em vídeo divulgado no X.
O caso intensifica o debate sobre a liberdade de expressão e o papel do STF, com aliados da deputada, como o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), denunciando um “regime de perseguição”. Enquanto isso, o governo e setores da esquerda celebram a decisão como um marco contra ataques à democracia. O drama de Zambelli, que agora enfrenta a incerteza do exílio e a batalha judicial, reflete um Brasil polarizado, onde o embate entre Judiciário e políticos conservadores continua a moldar o cenário político.
O caso intensifica as tensões entre o Judiciário e conservadores, com juristas questionando a legalidade do pedido da PGR. “Prender uma parlamentar por suas falas é um precedente perigoso”, disse a advogada Fabiana Barroso, em artigo na Revista Oeste. A defesa de Zambelli entrou com recursos nos EUA, onde ela busca apoio contra o que chama de “censura”. O STF deve julgar o caso em breve, mas a narrativa de um Judiciário seletivo ganha força, alimentando debates sobre liberdade de expressão e o equilíbrio entre os poderes.