O mercado do boi gordo vive uma recuperação em 2025, com preços da arroba em São Paulo atingindo R$ 320 em maio, alta de quase 30% em relação a janeiro de 2024 (R$ 247), segundo a Scot Consultoria. A valorização, que surpreendeu pecuaristas, é impulsionada pela menor oferta de animais, devido à redução no abate de fêmeas, e pela forte demanda internacional, especialmente da China, que elevou exportações em 27% em 2024, conforme o Farmnews. A desvalorização do real e a certificação do Brasil como livre de aftosa sem vacinação, pela OMSA, abrem novos mercados, como o Oriente Médio, reforçando o otimismo.
No mercado interno, a demanda sazonal fraca no início de 2025 pressionou preços, mas a recuperação foi rápida, com a arroba estável em R$ 320 em São Paulo e subindo para R$ 277 em Redenção (PA), segundo a Globo Rural. A carne bovina ganha competitividade frente ao frango, afetado pela gripe aviária. A inversão do ciclo pecuário, com menor abate de fêmeas (10,3 milhões de cabeças em 2024, per IBGE), sustenta preços altos, com o mercado futuro na B3 prevendo valorização de até 40% até maio de 2025.
Apesar da confiança, desafios como custos elevados de insumos (milho e soja), volatilidade cambial e pressões por sustentabilidade preocupam. “O pecuarista precisa de tecnologia e menos impostos para lucrar”, disse Fernando Iglesias, da Safras & Mercado. A suspensão temporária de exportações por três frigoríficos para a China, em maio, gerou alerta, mas o impacto foi limitado. O agronegócio, pilar da economia, vê 2025 como promissor, mas exige planejamento para superar obstáculos, enquanto produtores cobram menos burocracia.