
A ascensão de Lee Jae-myung como presidente da Coreia do Sul, um ex-operário com inclinações progressistas, levanta temores de retrocesso no “milagre coreano”, que transformou o país em uma potência econômica. Eleito em 2025 sob o peso de processos judiciais por corrupção e acusações de simpatia por ideias marxistas, Lee enfrenta resistência de setores conservadores, que veem sua agenda como uma ameaça ao modelo de crescimento baseado em inovação e livre mercado.
Lee, líder do Partido Democrático, prometeu políticas de redistribuição de renda e maior intervenção estatal, o que críticos associam a um “populismo vermelho”. Sua trajetória, marcada pela origem humilde e pela defesa de trabalhadores, contrasta com a elite tecnocrática que guiou a Coreia do Sul nas últimas décadas. Analistas apontam que medidas como aumento de impostos sobre grandes empresas, como Samsung e Hyundai, podem desestimular investimentos. “O milagre coreano foi construído com disciplina e competitividade, não com utopias socialistas”, afirmou o economista Park Ji-won.
O governo enfrenta desafios como desaceleração econômica global e tensões com a Coreia do Norte, que testou mísseis em 2025. Enquanto apoiadores de Lee celebram sua promessa de justiça social, opositores temem que o país perca seu brilho econômico. O embate entre visões progressistas e conservadoras definirá se a Coreia do Sul manterá sua posição como líder global ou enfrentará um declínio.