
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetou, em 3 de junho de 2025, uma desaceleração da economia brasileira, com o PIB caindo de 3,5% em 2024 para 1,8% em 2025 e 1,6% em 2026. O cenário reflete os impactos de altas taxas de juros e incertezas no comércio global, agravadas por possíveis tarifas impostas por Donald Trump. A projeção contrasta com o otimismo do FMI, que prevê 2,3% de crescimento, gerando debates sobre a condução econômica do governo Lula.
Analistas apontam que medidas como o aumento do IOF e a lentidão na reforma tributária dificultam a retomada. “O governo precisa cortar gastos e atrair investimentos, não sufocar o contribuinte”, afirmou o economista Roberto Lima. O mercado teme uma recessão técnica, com a bolsa caindo 2% após o relatório. A desvalorização do real, que torna ativos brasileiros atraentes para estrangeiros, não compensa a falta de confiança interna. A população sente o peso no bolso, com inflação persistente e aumento no custo de vida, enquanto o governo enfrenta pressão para apresentar resultados concretos.