
A Justiça Federal bloqueou R$ 119 milhões em bens de oito empresas e nove sócios investigados por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Operação Sem Desconto, deflagrada em maio de 2025. A ação, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, revelou um esquema que desviou até R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas por meio de descontos irregulares em benefícios. O escândalo expôs a fragilidade na gestão do INSS, levando ao afastamento de cinco dirigentes, incluindo o presidente Alessandro Stefanutto.
O caso gerou indignação, com aposentados relatando prejuízos de até 40% em seus benefícios. “É um roubo contra os mais vulneráveis, enquanto o governo fala em responsabilidade fiscal”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A operação identificou descontos não autorizados desde 2019, e a PF agora investiga conexões com gestões anteriores. A Justiça determinou que os aposentados podem solicitar reembolsos em agências dos Correios, mas a demora na devolução dos valores preocupa. O escândalo reforça a necessidade de maior transparência e fiscalização nas instituições públicas, com a população exigindo punições exemplares.