
Na última semana, ativistas do Greenpeace invadiram o Museu Grévin, em Paris, e furtaram uma estátua de cera do presidente Emmanuel Macron para usá-la em um protesto contra a política externa francesa na guerra da Ucrânia. O grupo acusa Macron de um “jogo duplo” por manter laços econômicos com a Rússia, apesar das sanções ocidentais. A ação, que gerou imagens chocantes da estátua decapitada em praça pública, foi amplamente condenada como vandalismo, por violar a propriedade privada e desrespeitar a ordem pública.
A guerra na Ucrânia, que já matou milhares e deslocou milhões desde 2022, exige posições firmes, mas o ato do Greenpeace cruza a linha da legalidade. Na França, onde 68% da população desaprova ações radicais, segundo pesquisas recentes, o protesto foi visto como um golpe à credibilidade do ativismo.
Grupos como o Greenpeace, ao optarem por radicalismo, afastam apoiadores e enfraquecem suas próprias causas. A democracia exige responsabilidade, não atos que incitam violência. O Brasil, que enfrenta seus próprios desafios com protestos violentos, precisa rejeitar esse modelo. Líderes devem promover debates sérios, não ceder ao sensacionalismo.